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By Ferramentas Blog

terça-feira, 19 de maio de 2009

5000 visitantes e mais de 7000 acessos!

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Hoje estou super feliz: já são 5000 visitantes e mais de 7000 acessos ao blog MinasTrain!!!

Obrigada a todos que visitam o blog!

Dei
xem seus comentários, é importante saber a opinião de vocês, e receber recados, é valiosa a contribuição de todos!

Beijos,
Maria Valéria.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Museu do Oratório reabre e inicia Série de Concertos 2009

O único museu dedicado aos oratórios no mundo abre suas portas após um curto período fechado para obras de manutenção. O Museu do Oratório, situado em Ouro Preto/MG volta a funcionar em abril e inicia o mês de maio com a abertura da Série de Concertos 2009. A primeira apresentação é neste sábado, dia 2 de maio, às 18h30, com a apresentação de Marta Castello Branco (flauta) e Frederico Herrmann (violão).

O Museu do Oratório fica no Adro do Carmo, 28 -Centro - Ouro Preto/MG
Evento: Museu do Oratório reabre e inicia Série de Concertos 2009
Data Inicial: 02/05/2009
Hora Inicial: 18:30
Entrada: R$10,00

sexta-feira, 13 de março de 2009

TAVITO lança o CD "TUDO" - Canções que a gente quer ouvir

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Seção: Música - Terça, 10/03/2009, 06:00
Depois de ficar 25 anos sem lançar disco, Tavito, autor de Casa no Campo e Rua Ramalhete, está de volta com o CD Tudo, com antigos sucessos e novas parcerias

Eduardo Tristão Girão - EM Cultura


O cantor e compositor belo-horizontino Tavito tinha tudo para continuar na penumbra artística. Fora de Minas desde 1968, despontou ao lado de Milton Nascimento com o grupo Som Imaginário e tornou-se bem-sucedido criador publicitário, sua principal atividade até hoje. Seu último trabalho, Simpatia, um compacto lançado pela CBS em 1984, fracassou nas vendas, bem como seus dois discos anteriores. Shows também minguaram. Finalmente, parou de se apresentar, abalado pela morte do irmão, em 1991. Mas o destino não quis que fosse assim. Há seis anos, retornou aos palcos durante participação num show de Affonsinho na capital mineira e flagrou lágrimas de emoção na plateia. Resolveu voltar ao estúdio – desta vez para ser gravado – e acaba de lançar Tudo, seu primeiro disco em 25 anos.


Foto: Roberto Soares Gomes/Divulgação


“Estou ficando velho, mas meu espírito é muito jovem. Não me sinto com a idade que tenho, sou lépido. Por estar habituado a ser jovem, me esqueci de como eu era quando jovem. Fiz uma catarse, uma leitura de mim mesmo, e descobri uma coisa muito interessante. Muita gente chama de evolução uma coisa que não é evolução. Fico pensando, musicalmente, no que foi que eu evoluí. Na realidade, meus conceitos são os mesmos. O produto que vendo agora é o mesmo de 1979. Prega as mesmas coisas, o amor sempre absoluto e irrestrito. Basta prestar atenção às letras. Também prega o saudosi
smo, pois já era saudosista naquela época. Não mudei nada”, garante.


Tudo é composto por 14 faixas, sendo a maioria inédita. O álbum começa com 1969 (O beijo do tempo), canção que expõe o espírito saudosista de Tavito com referências musicais a Purple haze (Jimi Hendrix) e My sweet lord (George Harrison), colorindo versos como “Havia, eu sei, uma fumaça a nos fazer sonhar/ Havia a lei: a gente era livre para se amar/ Havia luz pois era tempo de iluminar”. A música foi escrita com Gilvandro Filho, um dos muitos parceiros que assinam novas faixas no disco. Com Luiz Carlos Sá fez O dia em que nasceu o nosso amor e A grande sorte; Alexandre Lemos divide com ele Embora e a faixa-título; e o novo parceiro Rocknaldo marca presença em Uma banda em Sampa e Um certo filme.


. 1969 (
O beijo do tempo)
Tavito - 1969 (O Beijo do Tempo)




Ney Azambuja, co-autor de Rua Ramalhete (última do disco, em versão “reloaded”), um dos maiores sucessos de Tavito, ressurge na também inédita O primeiro sinal, além da regravação de Aquele beijo. “Todas as músicas foram feitas a partir de 1992, à exceção de Rua Ramalhete e Aquele beijo, que fiz para minha mulher, Celina, que está comigo há quase 30 anos. Fiz um arranjo para o Roupa Nova, mas resolvi gravá-la da maneira como eu a toco no meu show”, explica. Do amigo e parceiro Zé Rodrix gravou o sucesso Hoje ainda é dia de rock. “Fiz músicas com ele, mas acabaram não entrando no disco. As fronteiras do amor é uma balada linda e triste, mas ficou de fora, pois eu queria um disco animado, alegre. Amor e foguetes é outra”, conta.


. O dia em que nasceu o nosso amor
Tavito/Luiz Carlos Sá - O Dia em que Nasceu o Nosso Amor



Sumiço

E por que, afinal, o artista demorou tanto tempo para lançar um disco novo? “Não ia mais gravar. Arrumei outro veio na vida, o da propaganda. Resolvi fazer esse disco a partir daquele show em Belo Horizonte. Vi a água correndo na cara das pessoas e senti que precisava reavaliar o poder das coisas que eu fazia. Era uma força que
eu sabia que tinha há muito tempo, mas não agora. Estava totalmente sumido da mídia. Nesse período fiz músicas que tocaram em novela, mas ninguém sabia”, lembra. Sem vínculos com gravadoras, começou a trabalhar no novo projeto aos poucos. Partiu de um universo de 50 novas canções.


. Embora

Tavito/Alexandre Lemos - Embora



Mesmo tanto tempo longe dos holofotes, Tavito garante não ter parado de compor. “Quando eu não gravo, alguém me grava. Só sei escrever e fazer música”, diz. As vendagens insatisfatórias de seus discos, lançados entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980, é claro, contribuíram para que o artista sumisse: “Nessa época, estava muito perdido. Não queria ficar na publicidade, mas não queria que as coisas fossem como eram. A CBS não me deu a atenção que eu achava que deveria ter. Hoje nem acho mais isso. Penso completamente diferente. Mas na época me desencantei e resolvi dar uma parada”. Tavito conta que, desde a morte do irmão, ficou 12 anos sem tocar violão, “só compondo e mexendo com teclado e estúdio”, lembra. “Antigamente, eu tinha proposta de instrumentista que hoje não tenho mais. Hoje, toco o que sei tocar e acho legal assim. Antigamente, algumas revistas diziam que eu era o melhor violonista do Brasil. Mentira. Tocava violão de 12 cordas e tive notoriedade porque fui dos poucos, na década de 1970, que tocava esse instrumento. Só havia eu para ser chamado para as gravações. Mas naquela época do Som Imaginário, do Clube da Esquina, era meio craque, tocava razoavelmente bem”, diverte-se.

Na estrada


Apesar de se dizer musicalmente o mesmo, o artista não tem dúvida de que o novo álbum inaugura nova fase em sua carreira. Para divulgar o trabalho, já programou shows de lançamento em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que provavelmente serão realizados mês que vem. “Estou com saudades da estrada.
Tenho feito shows em São Paulo, Brasília, Recife, Fortaleza. Apresento-me sozinho ou com Zé Rodrix. O show que faço com ele é muito bacana. Ele é meu parceiro em Casa no Campo. Tem muitas histórias, piadas, conversas”. As sobras de estúdio, adianta, deverão dar origem ao seu próximo disco. “Gosto muito de compor. Aliás, é a única coisa que sei fazer. Sou um cara novo, penso novo”, conclui.

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Música no Podcast:
''Tudo", de Tavito e Alexandre Lemos. Gravação no CD 'TUDO'', de Tavito. 2008, Independente.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher! 08 de março

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Presente de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize!

Oito de Março - Parceria de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize em homenagem à mulher, no seu dia internacional.
Parabéns a todas!
Felipe

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OITO DE MARÇO


Música: Tavito
Letra: Etel Frota e Felipe Cerquize


Nem mulheres de Atenas
Nem mulheres de antenas
Atentas mulheres
Apenas


Incisivas ou amenas
Mulatas, louras, morenas
Abstêmias, obscenas
Sempre valerão a pena


Introspectas ou faceiras
Recatadas ou rameiras
Arteiras mulheres
Inteiras


Amuadas, tagarelas
Redondiças ou magrelas

São leoas, são gazelas
Brancas, pretas, amarelas
Peço apenas que me deixem
Viver entre elas.


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História do 8 de março

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No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

Mas, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Objetivo da Data

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Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
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Parabéns a todas as mulheres!
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Após restauração, órgão volta para igreja em Tiradentes

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Sexta-feira 06 de fevereiro de 2009 07:13


Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

A coordenadora do projeto, Elisa Freixo, ao lado do restaurador alemão Gerhard Grenzing: empenho para despertar um pedaço da história de Tiradentes e do Brasil que estava adormecido e agora poderá voltar a ser admirado por moradores como dona Lena (ao lado)



Tiradentes – Com o silêncio típico da apreensão, o olhar aguçado da curiosidade e o coração no tom maior da alegria, ela sobe, lentamente, os degraus de madeira que levam ao coro da Matriz de Santo Antônio, na histórica cidade da Região dos Campos das Vertentes, a 210 quilômetros de Belo Horizonte. Segundos depois, diante do deslumbrante órgão musical da igreja, Maria Madalena Lopes Silva, a dona Lena, de 80 anos, nascida e criada em Tiradentes, não conseguiu mais conter a emoção. Levou as mãos ao peito, passou os dedos pelo rosto e acalmou os braços, para, em seguida, dedilhar o teclado, como fazia na juventude, acompanhando missas, coroações de Nossa Senhora e outras cerimônias religiosas. “Parece que estou fazendo uma volta ao passado, num retorno de 50 anos. Que bom ele estar perfeito!”, disse dona Lena, diante do instrumento que estava parado – e calado – desde 2000 e será reinaugurado amanhã, às 19h, com uma grande festa que vai até domingo.


Dona de um sorriso simpático, a moradora de Tiradentes é o retrato sem retoques da comunidade local e dos admiradores desse patrimônio sonoro construído em Portugal em 1785 e trazido há 230 anos para o Brasil, onde passou a enriquecer a cultura de Minas. Segundo ela, valeu a pena esperar 20 meses, a partir de abril de 2007, para ver restaurados a caixa em estilo rococó e o maquinário, composto por oito fileiras de tubos, com 632 flautas feitas de uma liga de estanho e chumbo, um teclado, dois foles com cerca de 1,20m de diâmetro cada um (aberto) e duas alavancas. Entusiasmada, a organista Elisa Freixo, da Catedral da Sé de Mariana e coordenadora de todo o projeto musicológico, brinca dizendo que até comprou “roupa nova” para o primeiro concerto, a cargo do organista espanhol Andrés Cea e repertório com obras de Johann Sebastian Bach, Joan Cabanilles e Carlos Seixas.


Ouvindo dona Lena tocar a música religiosa Tamtum Ergo Sacramentum, Elisa ainda encontrou tempo, em meio a todo o frenesi que antecede a inauguração, para encantar, com a delicadeza de uma peça do compositor Joseph de Torres (1661-1727), alguns moradores e visitantes que estavam na igreja na tarde de quinta-feira. “Minas e Bahia são os estados com maior número de órgãos musicais do século 18 preservados. No país, os de Mariana e Tiradentes são os primeiros a serem restaurados. Está em curso ainda a recuperação dos de Diamantina e de São João del-Rei”, disse Elisa, certa de que a entrega à comunidade vai representar um novo tempo cultural em Tiradentes. Vindo de Barcelona, Espanha, o mestre organeiro responsável pelo restauro, o alemão Gerhard Grenzing, mostrou sensibilidade, comparando o instrumento a “um vinho sublime e muito bom, com a cor de um quadro de Ticiano”, numa referência ao pintor renascentista. Perto do instrumento, sussurou: “Ele estava dormindo e tivemos da acordá-lo”.


“Todas as sextas-feiras, às 20h30, vamos fazer concertos na Matriz de Santo Antônio. E, ao mesmo tempo, teremos uma programação especial e gratuita para as escolas da região”, disse Elisa, que, nas apresentações, terá a companhia do organista Kenny Simões.


Retomada musical
O sinal mais evidente dessa retomada musical em Tiradentes está na formação do coro VivAvoz, composto por 18 pessoas da cidade, sob regência de Willsterman Sottani, que já trabalha com o Ars Nova da UFMG. “O órgão musical estava fazendo muita falta, pois representa 50% de uma cerimônia. Ele faz vibrar a alma, é fonte de vida da liturgia”, define o pároco da Matriz de Santo Antônio, padre Ademir Logatti, que vai celebrar a missa de amanhã e abençoar o instrumento, tombado desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Entre os participantes do VivAvoz, é grande a expectativa. “Estou emocionado e honrado, pois este instrumento tem um som maravilhoso. Há um sentimento de prazer e orgulho”, revelou Willer Silveira, de 21, regente da Orquestra Ramalho, existente na cidade há 149 anos. A secretária Tânia Mara Firmino, de 42, traz no sangue o gosto musical, pois sua mãe, Terezinha, tocava o instrumento nas cerimônias da Matriz. E Celina Trindade Costa, de 62, não vê a hora de cantar e participar da celebração.


A caixa do instrumento, restaurada em 2007 pela empresa Anima, foi construída a partir de um desenho do entalhador Salvador de Oliveira e teve douramento feito por Manoel Vitor de Jesus. Já o maquinário veio da cidade do Porto, em Portugal, de acordo com pesquisa histórica feita por Olinto Rodrigues dos Santos, do Iphan, que encontrou livros de registros de 1758 mostrando o pagamento a um organista no Santuário da Santíssima Trindade.


Na oficina Grenzing, em Barcelona, todas as peças foram recuperadas obedecendo técnicas usadas há mais de dois séculos, disse Elisa, lembrando que, em agosto, todas retornaram à matriz. Na sequência, vieram os organeiros para montar e afinar o instrumento. A iniciativa do restauro partiu da Paróquia de Santo Antônio e Sociedade dos Amigos de Tiradentes, com apoio do Santa Rosa Bureau Cultural e patrocínio da Petrobras, Banco Itaú, via lei federal de incentivo à cultura, e Usiminas, via lei estadual.
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domingo, 21 de dezembro de 2008

Feliz Natal, com Toninho Horta e Tom Lellis

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'JINGLE BELLS', com Toninho Horta e Oscar Castro-Neves, gravação do CD 'A Brasilian Christmas', de 1996, by Astor Place Recordings





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'Have Yourself a Merry Little Christmas', com Tom Lellis





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My new friend Tom Lellis has sent me this nice and charming video of himself singing 'Have Yourself a Merry Little Christmas', and, I like it so much that I want to share it with all my friends!
Merry Christmas!
Maria Valéria

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Meu mais novo amigo Tom Lellis enviou-me este simpático e charmoso video com ele cantando 'Have Yourself a Merry Little Christmas', e, eu gostei tanto que quero partilhá-lo com todos os meus amigos!
Feliz Natal!
Maria Valéria

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Have Yourself A Merry Little Christmas!
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The heart warming Christmas song 'Have Yourself A Merry Little Christmas' was immortalised by Judy Garland when she sang this song to Margaret O'Brien and brought tears to the eyes of the audience. The lyricist for 'Have Yourself A Merry Little Christmas' was Ralph Blane and the haunting music was composed by Hugh Martin. The song 'Have Yourself A Merry Little Christmas' was first published in 1943.
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Have Yourself A Merry Little Christmas – lyrics


Have yourself a Merry little Christmas,
Let your heart be light
From now on,our troubles will be out of sight
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on, our troubles will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore.
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years We all will be together,
If the Fates allow
Hang a shining star upon the highest bough.
And have yourself A Merry little Christmas now.




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pesquisadores estudam as delícias da culinária mineira

G1 O Portal de Notícias da Globo

06/11/08 - 22h01 - Atualizado em 06/11/08 - 22h30


As casas da cidade histórica foram percorridas em busca de mais segredos dessa culinária tão recheada de histórias. Cem receitas foram catalogadas por historiadores para virar um livro.

Video:



Os segredos da culinária mineira estão sendo estudados por pesquisadores na cidade histórica de Mariana. A reportagem é de Narriman Sible.

No sossego da roça, muito trabalho. Do alto da bananeira, o marido tira as folhas mais longas e traz para mulher na cozinha, para ela cortar uma a uma. “Para fazer o cobu. É a merenda das zonas rurais. Aí, vai fubá, a rapadura”, ensina a mulher.

Rapadura raspada, fininha, é misturada, vira massa para ser embrulhada nas folhas. No forno, as brasas são varridas com vassoura também feita à mão.

O tempo certo de calor e a quitanda está pronta. Do jeitinho que dona Lelé, ainda menina, via os mais velhos fazerem. “Vira um bolinho depois de pronto. Nós fazíamos e levávamos a merenda para a roça, para os trabalhadores”, ela conta.

As casas da cidade também foram percorridas, em busca de mais segredos dessa culinária tão recheada de histórias, de receitas que revelam os costumes do povo. Em cada cozinha, foi encontrado um ensinamento passado de geração para geração à beira do fogão à lenha.

O tempo não apagou a memória da alquimia feita pela avó. De uma fruta tão amarga. Fazer doce de sidra. “Três, quatro dias para fazer o doce. A gente era pequena e ficava encantada”, lembra Glorinha.

A sobremesa de dona Glorinha está entre as cem receitas que foram catalogadas por historiadores para virar um livro. Um patrimônio que já está sendo preservado em sala de aula. Debaixo de um pé carregado de jabuticaba, em uma cozinha de quintal.

“Aprendi a fazer fubá suado, cuscuz, cobu, frango com ora-pro-nóbis”, afirma uma mulher.

Ora-pro-nóbis: verdura que, em Mariana, tem outro nome. Na panela, o vocabulário dos antigos chega aos mais novos. “Nunca vamos deixar para trás as origens. Não é a história de Mariana só, é a história de Minas Gerais. É o que nós somos, o que comemos, o que passamos para as gerações”, afirma a historiadora Margareth Marton.

Valorizada, a herança se multiplica e faz valer ainda mais uma vida inteira dedicada a guardar sabedoria.


EXCLUSIVO NO SITE: delícias de Minas



A reportagem percorreu casas da cidade e da roça. Foi numa fazenda, a 50 km de Mariana, que encontramos uma simpática senhora chamada Josefina, mais conhecida como Dona Lelé.

Lá onde mora, o telefone ainda não chegou, a água no tanque não tem nem torneira, vem direto da fonte e corre. Já é um sinal de riqueza pouco vista hoje em dia.

Numa cozinha pintada com o branco do cal, Dona Lelé revela os segredos passados pelas mulheres de sua família, de sua avó para sua mãe e de sua mãe para ela, ainda menina.

Emocionada por receber uma equipe de reportagem, Dona Lelé, mulher simples da roça, diz que nunca imaginava que isso poderia acontecer um dia.

Aos 73 anos, ela faz rotineiramente os tradicionais pratos que aprendeu a preparar ainda jovem com sua mãe e com cozinheiras mais experientes, preocupa-se em divulgá-los para que se perpetuem. Ela faz dos seus conhecimentos e habilidades na cozinha um meio de aumentar a renda de sua aposentadoria e realizar seus sonhos.

Seu dia começa cedo. Pela manhã, antes das 5h, já está com o fogão à lenha aceso e o café pronto. Além das lidas rotineiras da casa, prepara geléia de mocotó, merendas e outros quitutes que comercializa

A lista de receitas que Dona Lelé prepara é extensa: rocambole, broa, pé-de-moleque, pães, biscoitos, brevidade, cobu. Destacamos duas receitas, que saboreamos em sua casa, que eram feitas antigamente, mas hoje quase não se vêem e poucas pessoas ainda sabem fazer: o cobu e a brevidade de rapadura. O cobu também é conhecido como pau-a-pique e joão deitado.


A receita do cobu

Misture todos os ingredientes, deixando a massa com uma consistência mais mole. Colha folhas de bananeira, lave-as, seque, corte em quadrados grandes e passe no fogo para que amoleça e fique fácil de dobrar.

Pegue um quadrado de folha de bananeira, coloque uma concha da massa e enrole dobrando as pontas para que a massa não vaze. Leve ao forno quente.


Ingredientes

1kg de fubá de moinho d’água
1 rapadura derretida em forma de melado
½ kg de farinha de trigo
3 ovos
2 copos (americano) de coalhada caseira
500g de manteiga ou nata
2 conchas (de servir feijão) de óleo
suco de 1 limão
1 pacote de cravo da Índia socado no pilão, depois de torrado na chapa do fogão a lenha
1 colher (sopa) canela em pó
1 colher (sopa) de bicarbonato dissolvido em um limão
2 colheres (sopa) fermento em pó
1 pitada de sal


A receita da brevidade de rapadura

Raspe a rapadura e soque-a no pilão junto com o polvilho. Essa mistura pode ser feita no liquidificador. Acrescente os demais ingredientes e, na hora de levar ao forno, acrescente uma colher de sopa de fermento em pó. Leve ao forno, em temperatura média.


Ingredientes

1 rapadura raspada
1kg de polvilho doce ou azedo
7 ovos inteiros (para não dar cheiro de ovos, bata-os no liquidificador)
Raspas de limão

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Carla Villar e as canções de Toninho Horta

Carla Villar lança disco 'Pedra da Lua – Carla Villar canta Toninho Horta'

. Música - 13/10/2008
Ailton Magioli - EM Cultura



À exceção de Nana Caymmi, que se tornou praticamente co-autora do clássico ao gravar Beijo partido em 1975 – coincidentemente no mesmo ano em que Milton Nascimento registrou a canção, com a participação do autor –, poucas intérpretes tiveram coragem de desvendar o cancioneiro de Toninho Horta com a profundidade que ele requer.




Foto: Marcílio Gazzinelli ->


Às vésperas de completar 60 anos (que serão comemorados em dezembro), o criador de harmonias “complicadas” ganha releitura digna da importância de sua obra com o lançamento, segunda-feira à noite, do disco Pedra da Lua – Carla Villar canta Toninho Horta. Nesse álbum solo, a belo-horizontina exibe o timbre agradável e o bom-gosto que sempre chamaram atenção do público.


Com o amadurecimento, Carla Villar começa a se firmar como uma das melhores intérpretes em atividade na capital. Não por acaso, acaba de ser premiada no Festival de Música de Belo Horizonte. “Além dos estudos, o fato de dar aulas de canto contribui para a gente estar sempre exercitando a voz”, explica ela, salientando que a masterização do disco, a cargo do guitarrista e engenheiro de som César Santos, foi propositalmente puxada para os anos 1970 – a sonoridade, mais quente, lembra a do vinil.


CONVIDADO

Com direito à participação de Toninho, que assina três arranjos do disco, e acompanhada de banda, Carla vai apresentar o repertório integral de Pedra da Lua, acrescido de Manoel, o Audaz, o maior sucesso do guitarrista. A Rede Minas de Televisão e a Inconfidência FM vão registrar tudo para a exibição de futuros especiais.

O show integra o Projeto Música Independente, da Fundação Clóvis Salgado. Gustavo Figueiredo (teclado), Kiko Mitre (baixo), César Santos (guitarra), Tattá Spalla (violão) e André “Limão” Queiroz (bateria) formam a banda da cantora. No palco do Ceschiatti, Carla Villar também vai receber o instrumentista Ces-4 e o cantor baiano Renato Rivas.


“A música de Toninho é difícil de tocar, de cantar e, às vezes, até de ser ouvida”, afirma ela. Por isso, tem de ser bem-feita, para não cair no risco de se tornar boba, observa. “Tanto as harmonias como as melodias são muito difíceis, mas infinitamente geniais”, acrescenta. Céu de Brasília, Durango Kid, Viver de amor, Aqui-Ó, Pecém e Estrela do meu céu são algumas das canções do show.




Com a primeira tiragem esgotada, Pedra da lua aguarda patrocínio para nova edição e para a turnê de lançamento. O projeto de captação já foi aprovado na Lei de Incentivo à Cultura.










CARLA VILLAR & BANDA

Teatro João Ceschiatti, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Segunda-feira, às 19h. R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia).






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Música no podcast: 'Pedra da Lua', de Toninho Horta e Cacaso, c/ Carla Villar. Gravação no CD 'Pedra da Lua - Carla Villar canta Toninho Horta', de Carla Villar. 2007, Independente.
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Mineiridades - Frango com quiabo e angu é um bom motivo para a gula

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Domingo 05 de outubro de 2008

Gustavo Werneck - Estado de Minas



Tiradentes - Difícil resistir às tentações da culinária mineira, um patrimônio recheado de história, temperado pela mais pura tradição e admirado por gente do Brasil inteiro. Quem visita as cidades coloniais, entre elas Tiradentes, no Campo das Vertentes, a 210 quilômetros de Belo Horizonte, tem de dispensar algumas horas para provar as delícias da terra, de preferência preparadas na boa panela de pedra, como mandam as sábias cozinheiras. Um dos pratos mais pedidos, no almoço ou no jantar, é o frango com quiabo, acompanhado de angu mole e arroz soltinho, quarteto fumegante e especial para o paladar. Uma iguaria das Gerais.

Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

Em toda a Estrada Real, restaurantes simples e sofisticados mantêm a iguaria no cardápio. Em algumas regiões de mineração, o prato recebe o curioso nome de “xi com angu”. Contam que, lá pelos idos do século 19, antes de sair à noite para beber e jogar, os homens inventavam uma desculpa cheia de imaginação para ludibriar as mulheres. A conversa era: “O Chico nos convidou para comer um frango com quiabo e angu”. Daí, o “xi com angu”. Muitas horas depois, no raiar do dia, eles chegavam em casa e se desculpavam, na maior cara-de-pau. Em vez de frango, o tal Chico cozinhava um galo com quiabo e angu – a mentira colava e as mulheres engoliam, pois, como se sabe, essa ave demora horas para ficar pronta.



Na turística Tiradentes, na Trilha dos Inconfidentes, a cozinheira Elizabeth Batista Teixeira, a dona Beth, de 50 anos, sabe todos os segredos da gastronomia das Gerais. Criada numa família grande de 10 irmãos, ela via, ainda criança, a mãe Zélia pegar o frango no galinheiro, colher os quiabos bem frescos e depois dar início ao processo. Para tornar o serviço completo, agradar aos olhos e dar água na boca, todas as partes eram aproveitadas: das mais nobres (peito e coxa), às de pouca carne (asa, pescoço e pés).

Declarando-se “mineira até mandar parar”, Beth lembra que, na sua casa, as carnes de porco e de galinha eram as mais comuns, pois criavam-se os animais no quintal. Carne de boi, só no Natal”, conta. É dessa época que ela preserva um jeito muito próprio de fazer a comida. Para dar mais sabor ao quiabo, ela o refoga com pimentão cortado em cubinhos, deixando que dourem até secar. Com total sapiência, vai usando técnica e arte para evitar que o quiabo babe – uma delas é usar pouco óleo e dourar bem. “Enquanto cozinho o frango, preparo o quiabo. No fim dá tudo certo”, diz a cozinheira, que dirige, ao lado da filha, Marcela Cristina, de 26, o restaurante Sabor de Minas, no Largo das Forras, no Centro Histórico. Essa área central de Tiradentes é um verdadeiro paraíso para os admiradores dos genuínos petiscos mineiros e também do artesanato fino e dos doces de lamber os beiços.

Com os novos tempos, principalmente com a presença maciça de turistas paulistas, interessados em descobrir as belezas de Minas, muitos restaurantes da região passaram a usar só pedaços mais carnudos, deixando de lado o trio pé, pescoço e asa. Mas se o cliente fizer questão do frango completo, deve dar uma passada antes no restaurante e encomendar.

Fogo do chão

A história da culinária mineira, uma das mais originais do país, vem de longa data. E, até chegar ao frango com quiabo, cumpriu uma trajetória de resistência, testes e mudanças. Tudo começou com os primeiros desbravadores do território que, para não morrer de fome, aprenderam o necessário com os índios. Na busca por ouro e diamantes, e na falta completa de panelas, fogão e mobiliário, só lhes restava observar o que os povos indígenas comiam e seguir seus hábitos. Os alimentos, portanto, eram feitos à base de mandioca e milho.

De acordo com os pesquisadores, os alimentos eram assados, sem sal, no fogo do chão, que consistia num buraco onde ficavam as brasas. Sobre as labaredas, as vasilhas de barro, à moda indígena, eram penduradas em árvores com cipós. Tudo era comido com as mãos, na forma de “capitão”, com as pessoas sentadas no chão. Também era muito comum pôr os alimentos em espetos.

Com a confirmação de que a capitania era rica em ouro e diamantes, chegaram da África os primeiros negros, incluindo mulheres, para trabalhar na mineração. Novos modos de cozinhar se juntaram à culinária local, surgindo os pratos afro-indígenas. Muitos cativos trouxeram sementes de quiabo e, depois de colhê-los, passaram a comê-los misturados ao angu ou com a carne dos animais que caçavam. A banana-da-terra também era muito usada naqueles tempos e todos os doces eram feitos com o mel colhido nas árvores. Quando chegaram as galinhas e porcos trazidos pelos portugueses, o cardápio ficou mais variado. E apetitoso, como a mistura de frango com quiabo, perfeita tradução da hospitalidade mineira.

Mineiridades - Qualidade e sabor fazem a cachaça de Salinas ganhar fama internacional

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Domingo, 28 setembro 2008

Mineiridades - Pedra-sabão vira arte nas mãos de artesãos mineiros

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Domingo, 21 setembro 2008


Paulo Henrique Lobato - Estado de Minas




Mineral que fez de Aleijadinho, o maior expoente do barroco brasileiro, continua sendo fonte de criação de artistas, anônimos ou não, dos rincões de Minas Gerais

Ouro Preto - A pedra-sabão, que fez de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730/1814), o maior expoente do barroco brasileiro, também deu a Santa Rita de Ouro Preto, distrito da cidade-berço da Inconfidência Mineira, a 130 quilômetros de Belo Horizonte, o título de capital nacional da matéria-prima, cientificamente batizada de esteatita. Quase três séculos depois, as jazidas da região são a principal fonte de renda de boa parte dos moradores, que encantam turistas, principalmente estrangeiros, com as belas esculturas que retratam o rosto de Jesus e de vários santos, mas também figuras abstratas e objetos usados no dia-a-dia: jarros, panelas, fôrmas para pizza, porta-copos etc.

“A pedra-sabão é o coração de Santa Rita de Ouro Preto”, resume Reginaldo Rosa Guimarães, de 45 anos, que aprendeu o ofício, como a maioria dos artesãos da comunidade, ainda criança. “Nunca mexi com outra coisa. Assim, criei meus dois filhos.” Na oficina instalada atrás de sua casa, consegue o ganha-pão da família com a ajuda da mulher, dona Francisca Martins, de 44. Ela recorda que o primeiro contato com a matéria-prima ocorreu quando menina-moça. Hoje, experiente, leva pouco tempo para lapidar a rocha bruta. Em minutos, as ágeis mãos fazem esculturas que homenageiam São Francisco e outros discípulos de Deus. Mas seu maior prazer é dar forma a miniaturas do Cristo Redentor.

E, não por acaso, o Cristo original, imponente no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, também abençoa o distrito da cidade histórica, pois a imensa estátua, eleita uma das novas maravilhas do mundo, em 2007, é revestida com pastilhas de pedra-sabão de Santa Rita de Ouro Preto. “Na década de 1990, quando pedaços dele começaram a cair, foi feita a restauração. E as pastilhas de pedra-sabão foram buscadas em Santa Rita”, explica Flávio Orsini Nunes de Lima, proprietário da OPPS Mineração, empresa que participou da obra e que exporta peças produzidas no lugarejo para vários países da Europa e para os Estados Unidos.


Algumas obras enviadas ao mercado externo foram assinadas por Rulilber Moreira Ferreira, de 37, que aprendeu a arte com o pai. “Ele, falecido, é minha referência. Muitos de meus trabalhos foram parar na Itália, na França, em Portugal…”, conta, orgulhoso, o artesão. Em 2006, o rapaz ganhou o primeiro lugar no concurso da Festa da Pedra-Sabão, realizada no próprio distrito. De lá para cá, fez muitas peças. Várias são abstratas, como as que ele batizou de Laços da Amizade. Expostas na entrada de sua casa, são um atrativo para que os turistas conheçam seu atelier.


O pequeno cômodo não guarda apenas obras inspiradas em sua imaginação. Também há imagens de santos. Aliás, a religiosidade é marca registrada do lugarejo que, até 1938, era conhecido como Santa Rita de Cássia. O nome mudou, mas a fé continua forte no distrito fundado no início do século 18 por bandeirantes que chegaram à região percorrendo o leito do Ribeirão Falcão atrás de jazidas de ouro. Hoje, o distrito é o segundo mais populoso de Ouro Preto, com cerca de 5 mil moradores. Um deles é o extrovertido José Campos, de 55, que ganha por mês cerca de R$ 600 com as peças que produz.

Ele também aprendeu a manusear a rocha bruta com o pai. “Ele me ensinou e eu ensinei aos meus filhos. Criei todos os cinco com o dinheiro que a pedra-sabão me deu. Por diversas vezes, virei noite trabalhando”, recorda, enquanto admira, da janela de sua pequena casa, as peças que levam sua assinatura. Vizinho de seu Zé Campos, como os amigos o chamam, o artesão Cláudio Cunha, de 41, mais conhecido como Claudinho Pedra-Sabão, recebe muitos compradores de São Paulo e do estrangeiro. Os artesãos mais antigos explicam que a pedra-sabão pode ser macia – por isso também é conhecida por pedra-talco – ou mais resistente. Aleijadinho usou, principalmente, a segunda. Foi com ela que ele criou, por exemplo, os famosos profetas de Congonhas. A pedra-sabão é uma rocha compacta, composta de talco (também chamado de esteatite) e outros minerais, como magnezita, tremolita e quartzo. Não é muito dura, por causa da grande quantidade de talco. É encontrada em cores que vão do cinza ao verde. Dá a sensação de ser oleosa ou saponácea, derivando-se daí o nome de pedra-sabão. Os maiores depósito estão em Minas Gerais.





SANTA RITA DE OURO PRETO
Distrito de Ouro Preto

População:
Cerca de 5 mil moradores

Fundação: Distrito criado em 1938
Distância de BH: 130 quilômetros
Distância de Ouro Preto: 30 quilômetros







1 - Grandes blocos da pedra bruta chegam às casas dos moradores e precisam ser lavrados. O artesão Jesus Gerônimo Guimarães, de 38 anos, não mede forças para lavrar a matéria-prima com o velho machado. Além da força, ele precisa de muita técnica, pois o corte precisa ser bem rente

2 - Depois de cortar os blocos em pequenos pedaços que serão transformados em cinzeiros, copos e outros objetos, o artesão cola a pedra-sabão numa base de ferro. Para isso, usa massa plástica, que demora cerca de 45 minutos para secar





3 - O pedaço de pedra-sabão preso pela massa plástica começa a ganhar forma num torno. São cerca de cinco minutos manuseando a ferramenta. É preciso agilidade e muita técnica para não quebrar a escorregadia matéria-prima

4 - O artesão usa três tipos de lixa para retirar a camada grossa da peça recém-criada. “A de número 50 retira todo o ‘rústico’ da pedra. Em seguida uso a 100, que tira a camada grossa. Por fim, a 400, que dá o acabamento”, conta Guimarães, que, como a maioria, aprendeu o ofício ainda jovem





Fotos: Jackson Romanelli/EM/D.A Press
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Mineiridades - EM vai mostrar o talento artístico de Minas Gerais

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Sábado 20 de setembro de 2008


Das mãos dos mineiros nascem obras que encantam o mundo inteiro. A imaginação do povo das Minas Gerais viaja pelas pedras, pelo barro, pelo cobre, num movimento sem limite de tempo e de espaço. A criatividade de nossa gente brota do nada para criar bens materiais e imateriais. São coisas que seduzem os cinco sentidos e não devem ser apenas lembradas nas páginas dos jornais e dos livros, na tela da TV ou do computador, mas destacadas sempre e imortalizadas na memória. E essa é mais uma proposta do jornal Estado de Minas. A arte de trabalhar a pedra-sabão abre a série. .

Foto: Marcos Michelin/EM - 5/3/2008
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Domingo, dia 21 setembro 2008, o EM começa a publicar, na contracapa do caderno Gerais, a série Mineiridades, com personagens, histórias e imagens selecionadas, algumas das criações e produtos, que, ao lado das belezas naturais e de outras manifestações artísticas, fazem dessas terras uma grande atração turística. Tesouros de cores, formas e sabores singulares, que voam mundo afora e revelam a alma de homens e mulheres, inventam e recriam o que vem do subsolo, das várzeas, do cerrado, dos rios ou da mata atlântica, das montanhas ou dos vales verdes e férteis.



O queijo, patrimônio material; a cachaça, que alcançou fama internacional; a pedra-sabão, há séculos trabalhada por mãos talhadas para a imortalidade; produtos de couro e o artesanato de argila. O EM faz uma busca, pelos recantos do estado, para mostrar ao mundo, mais uma vez, que o coração mineiro não dorme sobre a sua história e nem espera que alguém venha lhe dizer das suas riquezas. Na estréia, domingo, a estrela é a pedra-sabão e como ela é importante para a auto-estima e sobrevivência de uma comunidade.

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