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By Ferramentas Blog
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher! 08 de março

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Presente de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize!

Oito de Março - Parceria de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize em homenagem à mulher, no seu dia internacional.
Parabéns a todas!
Felipe

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OITO DE MARÇO


Música: Tavito
Letra: Etel Frota e Felipe Cerquize


Nem mulheres de Atenas
Nem mulheres de antenas
Atentas mulheres
Apenas


Incisivas ou amenas
Mulatas, louras, morenas
Abstêmias, obscenas
Sempre valerão a pena


Introspectas ou faceiras
Recatadas ou rameiras
Arteiras mulheres
Inteiras


Amuadas, tagarelas
Redondiças ou magrelas

São leoas, são gazelas
Brancas, pretas, amarelas
Peço apenas que me deixem
Viver entre elas.


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História do 8 de março

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No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

Mas, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Objetivo da Data

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Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
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Parabéns a todas as mulheres!
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sexta-feira, 14 de março de 2008

MULHER MINEIRA


Recebi este texto via e-mail, de meu amigo Sérgio, um carioca que adora mineiras - para ele, elas são as melhores! Ele desconhecia a autoria do texto, mas, pesquisando na net, descobri que o o autor é mineirim tb, Eder Souza Ferreira de Sá. Valeu, Eder!

Adorei o texto, me diverti muito ao ler, e dedico às mulheres do Brasil, em especial às minhas conterrâneas, as mineiras!

Para escutar, postei 'Maria, Maria!', de Milton Nascimento - o Bituca. (para ouvir é só clicar no podcast)


MULHER MINEIRA


"Gostaria muito de poder encontrar palavras para poder dizer do orgulho que sinto de ser mineiro. Meus pais não poderiam me dar um presente melhor. Se existir uma outra vida, quero nascer mineiro de novo. Mas tem uma coisa melhor que eu gosto mais do que ser mineiro: é namorar as mineiras.


Mineira não usa perfume e cheira gostoso demais. O jeito irresistível que a mineira tem para conversar no portão, sem encarar nos olhos e mexendo com os botões da nossa camisa é que nos conquista. Essa sabedoria não se aprende em nenhuma universidade.

Joaquim da Mata, o Velho Quincas, filósofo dos cafundós de Minas, quando compara o jeito de ser de uma mineira com o de outra mulher, afirma que a "deferença" está no preparo. O "caldinho" que envolve a mineira e dá a ela este jeitinho tão gostoso foi preparado em panela de ferro num fogão à lenha.

Mineira não mente, conta lorota. Não menstrua, fica úmida. Não paquera, espia. Não fica bonita, já nasce formosa. Mineira não curte um som, ouve música. Não fala, proseia. Mineira não come estrogonofe, mas adora um picadinho de carne. Não faz crediário, compra fiado. Mineira não transa, faz amor. Não fica pelada, mostra as "vergonhas". Não erra, comete engano. Mineira não chupa cana, toma garapa na beira do engenho. Não liga pra ninguém, mas telefona pra todo mundo. Mineira não trai marido, escorrega na rua.

Mineira ama diferente. Flerta de longe, promete com o olhar e cumpre tudo o que não precisou esclarecer com palavras. Ela sabe que amor não é para discursar, é pra fazer. Ama com os olhos, com as mãos, com o sorriso, com os gestos. Mineira ama com o corpo inteiro e com toda a sofreguidão da alma.

Conheci muitos tipos de brasileiras. Faceiras, trigueiras, formosas, irresistíveis, loiras, morenas, mulatas, cafuzas, todas bonitas, mas só as mineiras têm essa brejeirice, essa paciência de construir sem pressa uma teia de aconchegos e mimos e lembranças e sorrisos, que nós das Gerais tanto apreciamos.

Existem coisas que já nascem com a mulher e muitas destas coisas estão diretamente ligadas ao lugar. Mineira faz doce como ninguém neste país. Quem já provo
u doce de cidra ou de leite feito por mineira, sabe o que é bom. Goiabada e marmelada, nem se fala. Queijo então é até pecado comparar.

Mineira estuda menos e ensina mais porque o que há de melhor ela já nasceu sabendo. Isso se deve à simplicidade das mineiras que se embelezam com bijuterias e ofuscam o brilho de jóias raras. Mineira se veste de chita e fica bonita, porque mineira não segue, mas faz moda. Mineira não usa tênis, enfeita as alpercatas. Mineira vai à igreja, assiste missa, comunga, mas por via das dúvidas toma um passe de candomblé e joga rosas vermelhas pra Iemanjá. Assim descobre caminhos que levam à Deus. Também faz política, porque sempre sabe distinguir o certo do errado. Escondida por trás da simplicidade de toda mineira está uma guerreira pronta pra lutar pelo Brasil.

Dizem mesmo nas Gerais que é a mulher quem ensina o homem a ficar rico. Mineira não é feminista: é feminina. Pra que lutar contra os homens, se todo o poder está mesmo em suas mãos? Mulher, quando casa com homem rico, vira madame. Mineira vira esposa."



Espero que tenham gostado tanto quanto eu, e, tem tudo a ver com o meu blog!

E como diz a letra da música folk: "QUEM TE CONHECE NÃO ESQUECE JAMAIS, OH MINAS GERAIS!!!"

Beijos,


Maria Valéria.
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Fotos (acima e ao lado): 'Bonecas' de Dona Isabel (Isabel Mendes da Cunha) (1924), que é certamente a mais famosa artesã que trabalha com barro no Vale do Jequitinhonha. Exerce o seu ofício, "mexe com o barro", possui um saber ancestral obtido de seus antepassados indígenas, cresceu vendo a mãe trabalhar no pequeno vilarejo de Santana do Araçuaí no Município de Ponto dos Volantes.








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Música no podcast: 'Maria, Maria', de Milton Nascimento.
É a versão do CD 'A Barca dos Amantes', ao vivo.
Com o Nico Assumpção no baixo... linda! 1986, Barclay/Polygram.
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