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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Concerto em Ouro Preto, dia 15/10 às 18h30 na Série do Museu do Oratório!



Concerto em Ouro Preto, dia 15/10 às 18h30
na Série do Museu do Oratório!


Guilherme Vincens (violão)
Professor e coordenador do curso de música da UFSJ em São João del Rei – MG




Adro do Carmo, 28 - Ouro Preto MG
(0xx)31 3551-5369




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MUSEU DO ORATÓRIO TEM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NA 5ª PRIMAVERA DE MUSEUS

Museu do Oratório tem programação especial na 5ª Primavera de Museus


Com o tema “Mulheres, Museus e Memórias”, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realiza a 5ª Primavera de Museus entre os dias 19 e 25 de setembro. A edição deste ano abre espaço para reflexões sobre como o gênero, a mulher e o feminino estão sendo pensados na contemporaneidade.

O Museu do Oratório, responsável por um acervo de vocação feminina, preparou uma programação especial para a Primavera de Museus 2011 com visitas orientadas, palestra, oficinas e sarau com o grupo Trovadores de Minas. A Instituição possui um conjunto de oratórios e objetos de fé que foram coletados e conservados pela colecionadora Angela Gutierrez. São elementos que tratam da fé feminina e das relações familiares e sociais, as quais a mulher pode ser vista como a guardiã das tradições e da memória ao longo dos tempos.

O Museu é um dos principais de arte sacra do Brasil e funciona diariamente, das 9h30 às 17h30, na Casa Capitular da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo (Adro do Carmo, 28 Centro Ouro Preto – MG).

Confira a programação do Museu do Oratório –5ª Primavera de Museus

Dia 19 de setembro (segunda-feira)
Das 14h30 às 16h30 - palestra "Gênero e público nos museus em Ouro Preto: apontamentos e resultados preliminares do projeto de pesquisa", com a professora MSc. Ana Cristina Audebert R. Oliveira e a estudante do curso de museologia da UFOP Thayane Martins.

Dias 20 e 21 de setembro (terça e quarta-feira)
Das 9h30 às 17h30 – visita orientada: referências femininas no acervo do Museu do Oratório. Entrada Franca. Agendamentos de grupo para visita, pelo telefone (31)3551-5369

Dia 21 de setembro (quarta-feira)
Das 19h às 21h30 - Oficina de Confecção de Luminária. Ornamentação de Luminária. Homenagem à “Mãe Educadora – Sant’ Ana Mestra”.
Público alvo: alunos do AJA (Alfabetização de Jovens e Adultos) de Escolas Municipais

Dia 22 de setembro (quinta-feira)
Das 14h às 17h - Oficina de Confecção de Luminária. Ornamentação de Luminária. Homenagem à “Mãe Educadora – Sant’ Ana Mestra”.
Público alvo: pessoas maiores de 10 anos da comunidade.

Dia 23 de setembro (sexta-feira)
Das 19h às 20h30 – Sarau: Trovadores de Minas – Homenagem à Mulher. Grupo de Ouro Preto/MG . Regente: Maria Teresa Guimarães. Apresentação aberta ao público.

Mais informações pelo telefone (31)3551-5369 ou na recepção do Museu, no Adro da Igreja do Carmo, Centro, Ouro Preto-MG.
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Fonte: Converso Comunicação
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Por que Minas Gerais não tem mar?

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Por que MG não tem mar?
É porque os mineirins quando terminam de rezar o "painóço", cheios de fé, dizem:



Colaboração de nossa amiga Laila Guliherme (SP). Obrigada, Laila! :)

domingo, 11 de setembro de 2011

"O Mineiro e o Queijo" - Documentário de Helvécio Ratton

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Documentário de Helvécio Ratton, "O Mineiro e o Queijo" estreia dia 23 em BH

Filme trata da polêmica gerada em torno da qualidade do produto, que é elogiado pelos chefs. "O Mineiro e o Queijo" é um documentário político e poético de Helvécio Ratton. Patrimônio cultural do Brasil, o queijo Minas artesanal é proibido de circular fora de Minas Gerais.
Produção
Quimera Filmes, 30 de setembro nos cinemas.




Seção: Cinema - 11/09/2011 08:15

Simples e chique

Documentário de Helvécio Ratton, "O mineiro e o queijo" estréia dia 23 em Belo Horizonte. Filme trata da polêmica gerada em torno da qualidade do produto, que é elogiado pelos chefs

Eduardo Tristão Girão

Queijos feitos artesanalmente, diferentemente  do padrão, são maturados por vários dias em temperatura ambiente (Rusty Marcellini/Divulgação )
Queijos feitos artesanalmente, diferentemente do padrão, são maturados por vários dias em temperatura ambiente

Faça o teste: quando for comprar queijo minas, procure pelo artesanal e leve também o padrão, ambos com mesmo ponto de cura, para comparar. Abra-os e perceba as diferenças de textura, aroma e sabor. Produto tipicamente mineiro, o queijo feito por pequenos artesãos das regiões da Canastra, Serro, Araxá e Cerrado (Alto Paranaíba) é um ícone da excelência gastronômica do estado e coloca o Brasil no mapa, ao lado de países europeus - leia aqui no Blog - . Seguindo tradições seculares herdadas dos portugueses e passadas de pai para filho, até hoje ele é elaborado com leite cru (não pasteurizado) de vaca. Curiosamente, aí começa o problema.


As características que tornam o queijo minas artesanal tão especial ao mesmo tempo inviabilizam que ele seja comercializado fora do estado e dificultam a sobrevivência dos que dele dependem para viver, verdadeiros artistas como Zé Mário, Luciano Machado e Zé Pão. Foi justamente dessa contradição que nasceu o documentário "O mineiro e o queijo", do diretor Helvécio Ratton, que terá pré-estreia dia 17, no Festival Internacional de Cinema e Alimentação Slow Filme, em Pirenópolis (GO), e chega às salas de exibição do país dia 23, começando pelos cinemas Belas Artes e Savassi, em Belo Horizonte. São Paulo e Rio de Janeiro só o assistirão a ele uma semana depois.

Apesar de ter seu modo artesanal de fazer registrado como bem imaterial tanto pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha, 2002) como pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan, 2008)- leia aqui no Blog -, esse produto nobre tem sua circulação fora de Minas Gerais proibida se não passar pelo menos 60 dias curando num entreposto fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, onde recebe carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). É o que estabelece lei de 1952. Fora isso, estudam-se alterações na legislação que obriga os pequenos produtores a fazer grandes reformas em suas queijarias, colocando-os em desvantagem perante laticínios industriais.



“Por volta de 2006, me interessei em abordar o lado da tradição e história do queijo minas num filme. O comentarista de gastronomia Rusty Marcellini ficou sabendo, me procurou, assumiu a pesquisa e colaborou no roteiro. Então, atrás da tradição, encontramos a contradição. Todo mundo sempre se surpreende com a proibição da venda desse queijo fora do estado. É uma questão absurda e que pediu que avançássemos no debate. O queijo faz parte da vida da gente e a legislação é descaradamente contra o queijo artesanal”, afirma Helvécio.



A viagem para pré-produção do documentário foi feita entre março e abril do ano passado e durou cerca de duas semanas, englobando oito cidades das regiões queijeiras da Canastra, Serro e Cerrado. Nesse período, a equipe fez entrevistas, relatórios, fotos e algumas gravações amadoras. As filmagens, que começaram na sequência desse processo, duraram quase 20 dias, sendo que as imagens finais foram captadas só mês passado. Gravado em HD, tem 72 minutos, trilha de Tavinho Moura e será lançado em DVD no fim do ano. Chegará à televisão ano que vem e há possibilidade de ser exibido na Europa.

7. Modo de Fazer - Tavinho Moura by valeriabethonico

Polêmica - Helvécio vê paralelo entre o documentário e o primeiro trabalho autoral que realizou, Em nome da razão (1979). “Foi filmado num hospício de Barbacena e causou impacto muito grande na época por causa da luta antimanicomial. Foi como se eu tivesse roubado imagens lá de dentro e tudo aquilo tivesse ultrapassado os cinemas. Com "O mineiro e o queijo" sinto o mesmo. Quero informar e provocar polêmica, para saber se as razões em torno do queijo se sustentam. Espero que o filme cumpra esse papel e que as autoridades se pronunciem. A sociedade precisa saber disso. A situação está madura para que os interlocutores sentem à mesa para conversar”, analisa.


Se são todos eles produtores pequenos (alguns não fazem mais de 10 queijos por dia), incomodariam tanto assim a indústria de laticínios, supostamente a favor do “imperialismo higiênico” (palavras do próprio Helvécio) copiado dos Estados Unidos? “É uma produção muito grande se lembrarmos que são pelos menos 30 mil famílias vivendo disso, envolvendo 150 mil empregos diretos e indiretos. Economicamente é expressivo, corresponde a um quarto do que produzem os grandes laticínios mineiros. Só o Mercado Central de Belo Horizonte vende 80 toneladas de queijo minas artesanal por mês”, afirma.



• Exame de dna

Que a ascendência do queijo minas artesanal é portuguesa, ninguém duvida. Há quem defenda que sua origem está no arquipélago dos Açores, onde se produz com leite de vaca o queijo da Ilha de São Jorge, mas a versão mais aceita é a de que ele deriva do mítico queijo Serra da Estrela. Apesar de serem bem diferentes (o de lá é feito com leite de ovelha, usa coalho vegetal, tem consistência cremosa como requeijão e outro sabor), até hoje são produzidos de maneiras bastante semelhantes. A massa coalhada é colocada num pano e amassada manualmente para eliminar o soro. O que resta é transferido para formas onde continua a ser pressionado. Uma vez moldado, o queijo recebe camada de sal grosso e é levado para curar, sendo virado periodicamente.

A casa é sua

Com poucos momentos de narração, "O mineiro e o queijo" apresenta de maneira clara a bizarra situação atual do queijo minas artesanal. A responsabilidade de desenrolar a história fica quase toda com os próprios envolvidos: produtores, proprietários de entrepostos, técnicos, representantes do governo e comerciantes foram entrevistados. Como boa parte foi filmada nas fazendas dos próprios artesãos do queijo, o espectador tem o privilégio de “entrar” na casa de cada um deles, ver detalhes da produção e conhecer algumas peculiaridades do dia a dia local. É claro que a presença de uma câmera modifica o ambiente, mas é preciso reconhecer que a equipe teve talento para captar depoimentos cativantes e de grande espontaneidade. Se para eles fazer queijo artesanal é uma honra, a oportunidade de conhecer melhor como isso é feito é para o espectador muito mais.

PALAVRA DE CHEF

Guilherme Melo
chef do Hermengarda

“Uso um queijo minas ‘genérico’ e volta e meia uso um que chamo de DOC, como o do Zé Mário. O artesanal, geralmente, tem bem mais personalidade, o que significa mais acidez, picância e tempo de curado.”

Américo Piacenza
chef da Cantina Piacenza

“Compro sempre bons queijos minas, feitos com leite cru e sempre meia cura. Há diferença no gosto e na qualidade. O industrializado perde muito em sabor. Minha vó, quando chegou da Itália, sempre usou o queijo minas.”

Paulo Vasconcellos
chef do Benvindo

“É um queijo ótimo, o problema é a difusão. A qualidade é indiscutível, mas há muito queijo de leite cru por aí que tem baixa qualidade. Isso acontece dos dois lados. Ainda hoje é difícil de comprar, pois está em poucas lojas em BH".

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"O Mineiro e o Queijo" -> Programação de lançamento + Fotos

. "O Mineiro e o Queijo" -> Assessoria de Imprensa

. "O Mineiro e o Queijo" -> Matérias nos jornais e revistas .


. "O Mineiro e o Queijo"
dirigido por Helvécio Ratton



Lançamento livro HQ "Histórias do Clube da Esquina"

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HQ "Histórias do Clube da Esquina"
Desenhos de Laudo Ferreira Jr. e colorização de Omar Vinõle - Devir Livraria

Lançamento em Belo Horizonte, MG
Godofredo Bar E Restaurante
Rua Paraisópolis 738 - Santa Tereza - Belo Horizonte
Dia 7 de setembro de 2011, das 18h até ...
Fone: (31) 3483-6341

Histórias do jipe 'Manoel, o Audaz' e Toninho Horta, e dos membros e fatos curiosos do Clube da Esquina!

terça-feira, 8 de março de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bar Pastel de Angu reabre as portas - Bloco do Angu

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Bar Pastel de Angu reabre as portas, desta vez na Serra


Eduardo Tristão Girão - EM Cultura


O músico e produtor cultural Deco Lima continua à frente da casa, que está em seu quarto endereço

Mantendo sua tradição de itinerância pelos bairros de Belo Horizonte, o Bar Pastel de Angu teve as portas abertas recentemente em seu quarto endereço, desta vez na Serra. A tradição, no entanto, é involuntária: sucessão de fatos diferentes motivou cada uma das mudanças, desde a inauguração, em 1992. O imóvel atual é o menor ocupado até hoje, com apenas 40 metros quadrados. O proprietário é o mesmo, o músico e produtor cultural Deco Lima, bem como os pasteis, feitos pela prima Gláucia.

A receita vem da casa da avó, em Conceição do Mato Dentro, onde passava férias nos anos 1970. A irmã Rosa aprendeu a fazê-la e começou a vender os pastéis num armazém da cidade, enquanto ele vinha para a capital mineira oferecê-los em bares. “Ninguém dava preferência para o pastel de angu. Na época, não existia isso em nenhum outro lugar. Achavam que o recheio era de angu”, lembra. Em vista disso, propôs sociedade para a irmã e, então, a primeira versão do bar foi aberta na Rua Lignito, em Santa Efigênia.

Vendido na unidade (até hoje é assim), o salgado começou a atrair cada vez mais pessoas, interessadas também em ouvir a trilha sonora que o proprietário criava na hora (com fitas cassette), em função dos fregueses que chegavam ao bar no momento. “Fomos pioneiros nessa coisa de DJ em bar”, acredita Deco. O público cresceu tanto que, em 2000, o Pastel de Angu foi transferido para galpão na Floresta, com capacidade para 400 pessoas. Foi o único período em que a produção do pastel teve de ser terceirizada.

Nessa época, festas e eventos promovidos pela casa se tornaram famosos, como a primeira apresentação da banda Mundo Livre S/A na cidade, no fim dos anos 1990. “Bandas como Zé da Guiomar e Copo Lagoinha praticamente nasceram no bar, formadas por amigos de amigos”, lembra. Em 2004, o Pastel de Angu foi transferido para imóvel na Pompeia, onde funcionou até 2006. “Lá tivemos dois assaltos devastadores e, desde então, dei uma parada e fiquei trabalhando só com música”, conta.


MATURIDADE

No entanto, nesse período Deco continuou de olho em placas de aluga-se e foi dessa forma que encontrou o imóvel atual. “Achei pequeno, mas muito bacana. É a casa mais charmosa que já tivemos. Parece um armazém e fica numa esquina”, conta. Características de antes foram preservadas, como as fotos 3x4 dos frequentadores, que agora formam um longo barrado nas paredes. Já a “gorda do pastel”, personagem conhecida da freguesia de Deco, voltou sob a forma de adesivos, pois o quadro com sua imagem original é muito grande para ser pendurado na nova casa.

O antigo depósito de bebidas agora abriga três mesas e balcão para três pessoas, virado para a rua – na calçada ficam 12 mesas. Na cozinha trabalha o chef egípcio Ahmed Abdou, já apelidado de Marco, com longa experiência em restaurantes na Itália. O cardápio é curto e tem como estrela o pastel de angu (R$ 3,80, unidade), disponível nos sabores carne, frango com queijo e queijo com cenoura. Outras pedidas são frango empanado ao molho de pequi (R$ 22), costelinha com batatinhas e molho de mel com limão (R$ 22) e quiabo (ou jiló) com alho e shoyu (R$ 12).

Para beber, chope Backer (R$ 3,90) e a linha completa de cervejas em garrafa da marca, além de Heineken em garrafa de 600ml (R$ 5). Cinco cachaças estão disponíveis (entre R$ 4 e R$ 12, dose), sendo duas delas de Conceição do Mato Dentro (Dukim e Bento Velho). “O bar chegou à uma fase madura, todos nós envelhecemos. Hoje trabalhamos com qualidade, o que não acontecia à época do galpão. Buscamos a essência do que ele já foi, mas estamos ligados à contemporaneidade. Não perdemos a coerência”, sintetiza.

Em clima de carnaval, o bar promove o Bloco do Angu, amanhã, com concentração às 16h e volta pelo quarteirão às 18h. Músicos dos dois projetos do proprietário (Angu Stereo Club e Deco Lima e O Combinado) e amigos engrossarão o coro da marchinha composta por ele. O bar funcionará durante todo o carnaval, exceto na quarta-feira.

Pastel de Angu
Rua Palmira, 816, Serra. (31) 3221-5482 / (31) 8894-9547. Aberto de terça a quinta-feira, das 18h à 0h; sexta, das 18h à 1h; sábado, das 16h à 1h.


Em Conceição do Mato Dentro, interior de Minas Gerais, cada morador tem sua sobre qual o melhor pastel de angu da cidade. A iguaria tornou-se a marca registrada do município e é encontrada praticamente em qualquer bar e restaurante. As receitas variam sutilmente entre um estabelecimento e outro: em uns, o tempero da carne leva cebolinha; no outro, a massa é um pouco mais grossa; num terceiro, há toques de pimenta.

O pastel feito com fubá (ao invés de farinha de trigo) é uma herança dos tempos dos escravos. O fubá usado na receita costuma ser de moinho d´água uma vez que a moagem industrial queima os grânulos do milho devido ao atrito e não alcança a ideal consistência. O fubá de moinho d’água, devido ao lento processo de moagem, consegue uma melhor liga ao modelar a massa. Todo pastel deve ser aberto na mão, pois o uso de rolo deixa a massa compactada. Abrir os pastéis exige eficiência, experiência e tato, uma vez que deve ser aberto com a massa ainda quente. Somente assim consegue-se modelar o angu em formato de pastel.



O Famoso Pastel de Angu da "Dona Mirtila"

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Moeda de prata vai homenagear 300 anos de Ouro Preto

Moeda de prata vai homenagear 300 anos de Ouro Preto

A moeda de prata é voltada a colecionadores e tem o valor de R$ 5

Foto: Divulgação


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira o lançamento da moeda comemorativa aos 300 anos da fundação da Vila Rica do Pilar do Outro Preto. A cidade mineira foi o primeiro município brasileiro declarado patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).A moeda de prata é voltada a colecionadores e tem o valor de R$ 5. Um dos lados tem a ilustração da arquitetura da cidade com casarios antigos, destacando a Igreja de São Francisco de Assis ao centro e a de Nossa Senhora das Mercês e Perdões à esquerda.A tiragem inicial é de 2 mil unidades, com previsão máxima de dez mil moedas, que começam a circular em meados de 2011.

Fonte: Agência Brasil - site do Terra

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Artesãos aproveitam feriado para exibir obras ao ar livre


Domingo, 14 de novembro de 2010


Santeiros, marcheteiros e outros artesãos aproveitam o feriado prolongado para mostrar sua obra aos visitantes nos largos de São Francisco, Rosário, Carmo e Mercês, em São João del-Rei

Foto: Ana Luiza Capel

Arte ao Vivo invade as ruas da cidade, com o objetivo de mostrar a cara do artesanato, que tem vocação para a produção de peças sacras

A histórica São João del-Rei, na Região do Campo das Vertentes, a 185 quilômetros de Belo Horizonte, se transforma, neste feriado prolongado, em ateliê e galeria de arte ao ar livre. Até amanhã, moradores e visitantes poderão conferir o trabalho de santeiros, marcheteiros e outros artesãos, que mostram o seu ofício em frente a quatro igrejas centenárias, nos largos de São Francisco, Rosário, Carmo e Mercês, no Centro. “O evento Arte ao Vivo, integrante do projeto Religiosidade e Santeiros, visa qualificar os artistas e garantir mais visibilidade para a produção de imagens sacras e outras peças”, informa o secretário municipal de Cultura e Turismo, Ralph Justino.

Promovido pela primeira vez na cidade, o projeto se sustenta em três pilares. Em junho, explica o secretário, foi feito um seminário, com a participação de artesãos, santeiros e pessoas especializadas do setor: “Conseguimos cadastrar cerca de 200 artistas”. Nos meses seguintes, foram oferecidos cursos e oficinas – de madeira, cerâmica, marchetaria, ferro e bordado – para aprimorar o ofício, culminando com a Arte ao Vivo, que reúne agora nas ruas 20 artistas, dos quais quatro santeiros.

“Essas atividades mostram a cara do artesanato de São João del-Rei, que tem vocação para a produção dos santeiros, enquanto outras cidades da região já têm outro marca registrada em artesanato. Aqui, há oito santeiros excepcionais, com peças de qualidade e sofisticação. Queremos fortalecer e intensificar o turismo religioso, com o resgate da tradição dos mestres e qualificação do artesanato”, afirma Ralph. O projeto tem recursos do Ministério do Turismo, com contrapartida da prefeitura, como proponente do Instituto Histórico Geográfico de São João del-Rei e realização da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Os artesão trabalham ao ar livre, em plataformas e sob tendas, dando a oportunidade ao público de acompanhar a sua atuação. A escolha dos pontos onde eles se encontram, explica Ralph, se deve à religiosidade, um dos pontos fortes do povo de São João del-Rei. “O turismo religioso, considerado um dos mais importantes do Brasil, principalmente nas cerimônias da Semana Santa, é também o mais importante produto turístico da cidade. Portanto, a ligação com o artesanato é quase natural. Assim, vamos aumentar o reconhecimento nacional e internacional para os nossos santeiros”, concluiu.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Roda de Viola da Serra do Cipó


Roda de Viola da Serra do Cipó
19 e 20 nov

Caminhada em defesa Pico de Itabirito acontece no feriado


Domingo, 14 de novembro de 2010


MARCO HISTÓRICO

Monumento mais importante de Itabirito recebe apoio para sua preservação e reabilitação ambiental

O Pico de Itabirito, monumento natural mais importante do município, é o destino de uma caminhada comemorativa na segunda-feira. A União Ambientalista de Itabirito (Uai), com o apoio da Vale, promove a 12ª edição da excursão que celebra o Dia do Pico de Itabirito, cujo objetivo é chamar a atenção para a necessidade de preservação do local. O evento ainda tem a função de comemorar a reabilitação ambiental e paisagística da área de tombamento do Pico, que será concluída até 2015.

O presidente do conselho diretor da Uai, Leandro de Oliveira, explica que a caminhada, que começou em 1998, já é uma tradição e conta com a presença de moradores e turistas. Para a edição de amanhã, ele espera 200 pessoas. “As expedições começaram com a função de defender os recursos naturais e o patrimônio histórico da cidade e acabaram virando uma excelente opção de lazer”, afirma. O percurso, que tem início na Praça da Estação, no Centro de Itabirito, é de 20 quilômetros (ida e volta). As pedras, morros e buracos podem dificultar o trajeto, mas enriquecem a biodiversidade da histórica Estrada Real e garantem a aventura. Leandro também chama a atenção para o uso de vestuário adequado, como sapatos confortáveis e calças leves. Protetor solar é artigo indispensável. Durante a caminhada, as pessoas serão orientadas a recolher todo o lixo que encontrarem pelo chão.

Referência

Importante marco geográfico e histórico de Minas Gerais, que serviu de referência aos Bandeirantes durante a Corrida do ouro, o Pico de Itabirito tem 1.586 metros de altura e está localizado dentro da área de proteção ambiental ao Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Apa Sul), há 55 quilômetros da capital. O Dia do Pico de Itabirito é comemorado anualmente em 15 de novembro e foi instituído pela Lei Municipal 2.087, de 17 de dezembro de 1998.

A concentração para a 12ª Caminhada da Uai tem início às 7h, na Praça da Estação, no Centro de Itabirito. Às 8h, uma banda vai animar os caminhantes. O início da expedição está marcado para às 8h15, com chegada ao Pico prevista para as 12h. As inscrições ainda estão abertas , ao custo de R$ 15, na sede do Centro de Referência e Informações Turísticas ou por meio dos telefones (31) 3561-7847/3561-2943. Cada participante terá direito a uma camiseta, lanche e água. A classificação etária é de 10 anos.


domingo, 14 de novembro de 2010

Lançamento Biografia Toninho Horta

Biografia de Toninho Horta - "Toninho Horta: Harmonia Compartilhada"

Durante o Fórum das Letras de Ouro Prêto, que neste ano acontece entre osdias 10 a 15 novembro, acontecerá o lançamento nacional da biografia do músico mineiro Toninho Horta. Escrito por Maria Tereza Rangel, o livro "Toninho Horta: Harmonia Compartilhada" integra a coleção Aplauso e vai contar a trajetória de um dos músicos do Clube da Esquina junto com Milton Nascimento e Lô Borges.

Em Ouro Prêto, o biografado estará presente ao lado da autora, em um bate-papo que leva o mesmo nome da obra. O encontro músico-literário acontecerá nodia 14 nov, às 21h, no Cine Vila Rica. Toninho Horta é um dos mais importantes guitarristas brasileiros e já tocou ao lado de nomes como Tom Jobim, Elis Regina, Gal Costa e Maria Bethânia.

Fórum das Letras www.forumdasletras.ufop.br

O Fórum das Letras de Ouro Prêto é um dos encontros literários mais importantes do Brasil. Em 2010 o evento acontece de 10 a 15 de novembro.



sábado, 28 de agosto de 2010

Casarão recuperado será sede do Ministério Público em Diamantina

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Casarão recuperado será sede do Ministério Público em Diamantina

25/08/2010 07:35 - Gustavo Werneck - Estado de Minas


A casa fica no Centro Histórico da cidade, cuja riqueza arquitetônica é reconhecida até pela Unesco


Um casarão centenário, no Centro Histórico, será a futura sede do Ministério Público Estadual (MPE) em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. A expectativa é de que as obras de restauração do imóvel, com 350 metros de área construída, localizado na Rua Macau do Meio, 196, sejam concluídas em março de 2011, para instalação imediata das três Promotorias de Justiça. “O MPE está construindo sedes próprias nas diversas comarcas de Minas. No caso de Diamantina, o importante é recuperarmos um imóvel que estava bem degradado, para prestar os nossos serviços”, disse, terça-feira, o promotor de Justiça Enéas Xavier Gomes.

A edificação que, durante 20 anos, funcionou como hospedaria, recebe intervenções na fachada, estruturas de madeira, cobertura e cômodos internos. “O espaço é muito grande, suficiente para que as promotorias fiquem num único lugar. Duas delas funcionam em salas cedidas pelo fórum, e outra em casa alugada na praça JK, no Centro”, disse Enéas. Adquirido em 2008, o prédio se encontra no núcleo tombado desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que aprovou o projeto arquitetônico. “As obras estão aceleradas, a previsão é de nos mudarmos em abril, mas pode ser que isso ocorra até antes”, espera o promotor

Ao ser concluído, o imóvel terá quatro gabinetes para os promotores, salas para os servidores, de reunião e de espera, secretaria, copa, dois depósitos e banheiros adaptados às normas de acessibilidade. Conforme o projeto de restauração, o casarão manterá suas características externas, enquanto, internamente, está sendo adaptado, com redistribuição de cômodos, alterações para atender portadores de necessidades especiais, idosos e outros públicos, e rebaixamento do piso do porão.

Segundo o MPE, será mantida a volumetria original, sem necessidade de construção de anexos. Quem visitar a sede poderá conhecer um pouco mais sobre a cidade. Na recepção, haverá painel com fotos. O objetivo é resgatar as paisagens urbana e natural de Diamantina e o cotidiano dos seus moradores.

Vestígios

Ao longo do restauro, cada elemento do casarão está sendo cadastrado, fotografado e mapeado, para que, no término, sejam reinstalados corretamente nos seus locais de origem. Os que não sofrem restauração, devido ao estado de conservação, também são catalogados para servir de moldes às novas peças. Os responsáveis pelo restauro informam que, nas obras, surgem vestígios que remetem às épocas da construção, reformas e ocupação da casa, detalhes utilizados para análise de seu valor histórico e sua possível exposição. “Os promotores de Justiça estão sempre atentos para garantir a integridade do patrimônio cultural. E, agora, em Diamantina, temos a oportunidade de recuperar um casarão histórico e trabalhar nele”, comemora Enéas.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mais de 10.000 visitantes!

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Que satisfação: já são + de 10.000 visitantes, de 44 países diferentes, e mais de 16.500 acessos ao blog MinasTrain!!!

Obrigada a todos que visitam o blog!

Votem para o blog ganhar no Prêmio Top Blog 2010!

Deixem seus comentários, é importante saber a opinião de vocês, e receber recados, é valiosa a contribuição de todos!

Beijos,
Maria Valéria.

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domingo, 22 de agosto de 2010

8º Festejo do Tambor Mineiro


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8º Festejo do Tambor Mineiro




Festejo do Tambor Mineiro já é tradição no estado

PartnersNet Comunicação Empresarial

eo_lara.jpgBatuque, dança, shows e muita religiosidade. Esses são os ingredientes da contagiante mistura da manifestação popular Festejo do Tambor Mineiro. Guardas de Congado e grupos de percussão de todo o estado se reunirão no domingo, 22 de agosto, para celebrar a cultura afro-brasileira na oitava edição do evento. Realizada no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte, a festa proporciona ao público vários espetáculos em dois quarteirões da tradicional rua Ituiutaba. Idealizado por Maurício Tizumba, o Festejo terá programação diversificada, com mais de 10 atrações artísticas, a partir das 10h. Como nas demais edições, o ingresso será um quilo de alimento não perecível, que será doado para as festividades das Guardas de Congado que se apresentarão no evento.

A festa é conhecida pela diversidade artística e cultural, onde prevalece a cultura afro-brasileira, a qual tem forte presença no estado. Tanto que no encontro são reproduzidos diferentes rituais do Congado. Para o multiartista Maurício Tizumba, o Festejo mostra as tradições de várias referências culturais. "A diversidade do Festejo, fruto da característica da cultura mineira, neste caso com ênfase no Congado, é a marca mais forte do evento. Este congraçamento é o que torna o Festejo uma festa de todos", completa.

A comemoração é promovida anualmente desde 2003 e visa a valorização e a divulgação da cultura afro-mineira e do Congado de Minas. As atrações espalham alegria pelas ruas e envolvem a plateia que, em 2009, reuniu mais de 6 mil pessoas, mesmo público esperado para este ano. “O Festejo é um evento de valorização do tambor mineiro e um momento em que se pretende quebrar preconceitos e fazer com que as pessoas aprendam a conviver com as diferenças”, afirma Tizumba.


Na edição deste ano, as atrações artísticas, que além das Guardas de Congado, encantarão os espectadores, serão compostas por artistas e grupos de diferentes vertentes. Entre eles estão Sérgio Pererê, Marina Machado, Pereira da Viola, Tom Nascimento, Bloco Tambor Mineiro, Bloco Oficina Tambolelê, Batuque Salubre, Maracatu Lua Nova, Spasso Escola de Circo e o músico senegalês Zal Idrissa Sissokho. O convidado especial será o músico paraibano Chico César, que fará um show especial de voz e violão, com direito a boas surpresas de improviso.

Entre as 15 de Guardas de Congado que estarão presentes, vindas de várias partes de Minas, destaca-se o Corte de Congo Catupé Estrela do Oriente, de Bom Despacho, que pela primeira vez participará do evento. O capitão da guarda Luiz Alberto orgulha-se da participação no Festejo do Tambor Mineiro. “É uma grande satisfação participar de um evento tão grandioso e bem organizado como esse. A cada dia que passa, estou mais ansioso, para mostrar o que os nossos antepassados nos ensinaram. Quero resgatar a nossa tradição. Com a certeza de que será um sucesso, levaremos 28 componentes, com seis princesas, todos da cidade de Bom Despacho”, ressalta.

GUARDAS DE CONGADO:

Guarda de Moçambique N. Senhora do Rosário Sagrado Coração de Jesus (Belo Horizonte)
Guarda de Congo de São Benedito ((Belo Horizonte)
Guarda de Moçambique N. Sra do Rosário - Irmandade N. S. do Rosário Os Ciriacos (Contagem)
Guarda de Congo N. Sra das Mercês - Irmandade N. S. do Rosário Os Ciriacos (Contagem)
Guarda de Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário (Belo Horizonte)
Guarda de Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário (Belo Horizonte)
Corte de Congado Catupé Estrela do Oriente (Belo Horizonte)
Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário (Belo Horizonte)
Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo (Belo Horizonte)
Banda Dançante do Rosário de Santa Efigênia (Conselheiro Lafaiete)
Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e São José (Belo Horizonte)
Guarda de Caboclinho do Divino Espírito Santo (Belo Horizonte)
Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário (Belo Horizonte)
Guarda de Moçambique de Nossa Senhora das Mercês (Oliveira)
Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário (Oliveira)

EXPOSITORES:

Nandyala Livraria, Dora Cabelereiros, Tambores Gerais, Congado, Tambor Mineiro, África In, Batuqueira Verdadeira, Tor, Mãos Dadas, Chiquita Bacana, Clareart´s, Mulungu, A Música que vem de Minas e Sobá Livros.


O Festejo do Tambor Mineiro é patrocinado pelo quinto ano consecutivo pelo Banco Mercantil do Brasil e pelo Instituto Unimed-BH, via Lei Rouanet. Soma-se a empresa Contax, esta via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Nesse espírito de parceria, o Instituto Unimed-BH, levará o grupo Batuque Salubre, fruto do programa de intervenção social realizado pela associação, a participar do evento pela segunda vez. A realização do evento está a cargo da NAPELE Produções, conduzida pelo produtor cultural Elias Gibran.

A história do Festejo do Tambor Mineiro

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Em 2001, Maurício Tizumba iniciou um curso de tambor mineiro e começou a ministrar aulas para músicos e leigos. As apresentações finais dos alunos eram feitas nas ruas, para que os alunos recebessem seus parentes e amigos. Para abrilhantar ainda mais a festa, foram convidados vários grupos de Congado e outros artistas. “Consegui formar várias turmas e o galpão do Tambor Mineiro ficou pequeno para o evento. Assim, em 2003 surgiu o primeiro Festejo do Tambor Mineiro”, completa Tizumba.

O Festejo também representa o culto religioso aos santos negros, principalmente Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito. Segundo Pedrina Lourdes dos Santos, capitã da Guarda Nossa Senhora das Mercês de Oliveira, que já participou de várias edições do evento “a santa de devoção dos negros, Nossa Senhora do Rosário, aceitou os negros como eles são. Com muita fé, cantamos e dançamos para cultuar e reverenciar a divindade”.

São Benedito, santo cozinheiro, também é muito homenageado. Na cozinha das casas dos congadeiros é comum encontrar imagens do santo. Por isso, depois da refeição feita na residência dos festeiros por ocasião da festa, o capitão da guarda convida a todos para as orações de despedida invocando São Benedito e rogando ao santo para que ele sempre proteja aquele lar.

No Congado, manifestação cultural e religiosa presente em todas as regiões de Minas Gerais, a festa realiza a coroação do rei Congo, acompanhada de um cortejo compassado, levantamento de mastros e muita música. Os instrumentos musicais mais utilizados são as caixas de Congado, os patangomes e as gungas.

Para divulgar as raízes e cultura negras, o Festejo do Tambor Mineiro agrega valores e busca a aproximação do público por meio da celebração e da espiritualidade. Com essa mistura de culturas, que abrange negros, brancos, mulatos, ricos e pobres, a diversidade se tornou uma das marcas do evento, que já conquistou os mineiros e quem visita o estado nessa época.

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Serviço
Data/Horário: domingo, 22 de agosto, a partir das 10h
Local: rua Ituituba, 339 – Prado - Belo Horizonte, MG
Ingressos: 1 quilo de alimento não perecível
* Fotos: Leonardo Lara

Festejo do Tambor Mineiro (Napele Produções)
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