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sábado, 28 de agosto de 2010

Casarão recuperado será sede do Ministério Público em Diamantina

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Casarão recuperado será sede do Ministério Público em Diamantina

25/08/2010 07:35 - Gustavo Werneck - Estado de Minas


A casa fica no Centro Histórico da cidade, cuja riqueza arquitetônica é reconhecida até pela Unesco


Um casarão centenário, no Centro Histórico, será a futura sede do Ministério Público Estadual (MPE) em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. A expectativa é de que as obras de restauração do imóvel, com 350 metros de área construída, localizado na Rua Macau do Meio, 196, sejam concluídas em março de 2011, para instalação imediata das três Promotorias de Justiça. “O MPE está construindo sedes próprias nas diversas comarcas de Minas. No caso de Diamantina, o importante é recuperarmos um imóvel que estava bem degradado, para prestar os nossos serviços”, disse, terça-feira, o promotor de Justiça Enéas Xavier Gomes.

A edificação que, durante 20 anos, funcionou como hospedaria, recebe intervenções na fachada, estruturas de madeira, cobertura e cômodos internos. “O espaço é muito grande, suficiente para que as promotorias fiquem num único lugar. Duas delas funcionam em salas cedidas pelo fórum, e outra em casa alugada na praça JK, no Centro”, disse Enéas. Adquirido em 2008, o prédio se encontra no núcleo tombado desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que aprovou o projeto arquitetônico. “As obras estão aceleradas, a previsão é de nos mudarmos em abril, mas pode ser que isso ocorra até antes”, espera o promotor

Ao ser concluído, o imóvel terá quatro gabinetes para os promotores, salas para os servidores, de reunião e de espera, secretaria, copa, dois depósitos e banheiros adaptados às normas de acessibilidade. Conforme o projeto de restauração, o casarão manterá suas características externas, enquanto, internamente, está sendo adaptado, com redistribuição de cômodos, alterações para atender portadores de necessidades especiais, idosos e outros públicos, e rebaixamento do piso do porão.

Segundo o MPE, será mantida a volumetria original, sem necessidade de construção de anexos. Quem visitar a sede poderá conhecer um pouco mais sobre a cidade. Na recepção, haverá painel com fotos. O objetivo é resgatar as paisagens urbana e natural de Diamantina e o cotidiano dos seus moradores.

Vestígios

Ao longo do restauro, cada elemento do casarão está sendo cadastrado, fotografado e mapeado, para que, no término, sejam reinstalados corretamente nos seus locais de origem. Os que não sofrem restauração, devido ao estado de conservação, também são catalogados para servir de moldes às novas peças. Os responsáveis pelo restauro informam que, nas obras, surgem vestígios que remetem às épocas da construção, reformas e ocupação da casa, detalhes utilizados para análise de seu valor histórico e sua possível exposição. “Os promotores de Justiça estão sempre atentos para garantir a integridade do patrimônio cultural. E, agora, em Diamantina, temos a oportunidade de recuperar um casarão histórico e trabalhar nele”, comemora Enéas.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

No Compasso das Serenatas

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Terça-feira, 20 de abril de 2010 - Jornal Estado de Minas
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Em mesas distribuídas pela Rua da Quitanda, em Diamantina, público se encanta com performance dos músicos
Foto: Marcelo Sant'anna/EM/DAPress
Nas sacadas


Romantismo invade cidades mineiras com apresentações baseadas em tradições musicais. Depois de Diamantina, Serro e Poços de Caldas, São João del-Rei estreia no cenário das serestas

João Henrique do Vale
“Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria, como poderei viver, como poderei viver, sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia…”

A música de autor desconhecido que foi gravada, entre outros, por Milton Nascimento, era uma das preferidas pelo ex-presidente diamantinense Juscelino Kubitschek e até hoje faz parte dos repertórios das serenatas mineiras. As músicas que encantavam as antigas donzelas, que ficavam em suas janelas ouvindo a cantoria de homens apaixonados, ainda mexem com os corações do público. Basta conferir a frequência de apresentações em cidades mineiras como Diamantina, Serro, Poços de Caldas e agora São João del-Rei, que têm nas serenatas sua maior inspiração.

Nas sacadas dos casarões antigos da Rua da Quitanda, na cidade de
Diamantina, a 292 quilômetros de Belo Horizonte, um espetáculo musical diferente, a Vesperata, comemora 12 anos. Em 2010 já foram duas apresentações que encantaram a todos – segundo os organizadores, cerca de 2 mil pessoas presenciaram os shows. “Este ano, a novidade fica por conta da troca do maestro e do repertório. Que, como vimos na primeira apresentação, teve aprovação do público”, conta Kátia Aparecida Mota Cordeiro, coordenadora da Banda Mirim, que participa do espetáculo, e também da Orquestra Sinfônica Jovem.

O maestro agora é o major Edson Soares de Oliveira, de 58 anos. Mesmo sendo a sua primeira regência na Vesperata, ele já é experiente. Regeu por cinco anos a Banda do Batalhão, mas mesmo assim o frio na barriga é inevitável. “Nas primeiras apresentações você fica um pouco nervoso, mas a participação do público me ajudou e fez com que o show ficasse muito bonito”, conta Edson. Para as próximas apresentações algumas mudanças estão previstas para melhorar ainda mais a participação do público.
A próxima apresentação está prevista para 24 de abril. A mesa para quatro pessoas custa R$ 60.

Bem pertinho dali, na cidade
do Serro, a 326 quilômetros de Belo Horizonte, o evento musical fica por conta da Bolerata. Realizada nas escadarias da Igreja de Santa Rita, ela segue o estilo da Vesperata de Diamantina, o que difere é o repertório. “É tudo parecido, só que aqui nós tocamos apenas bolero e no fim de cada apresentação temos shows de MPB”, conta o tesoureiro da Associação Serrana de Turismo, que organiza a Bolerata, Rogério Mota Pereira. As apresentações deste ano devem acontecer no segundo semestre.

Na cidade de Poços de Caldas, a 460 km de Belo Horizonte, o show fica por conta da Sinfonia das Águas. Sua primeira apresentação foi em 2006 e teve também como inspiração a Vesperata de Diamantina, mas seu espetáculo é diferente. "Não fazemos apenas apresentações musicais, temos encenações e danças", conta o criador da Sinfonia das Águas, maestro Agenor Ribeiro Neto. Para ele, o evento está cumprindo o seu papel de atrair o turista para a cidade. Desde a primeira apresentação, mais de 120 mil pessoas já assistiram ao espetáculo. "Nossa cidade está ficando lotada e os hotéis todos ocupados. Isso é muito gratificante para nós", afirma Agenor.
A próxima apresentação da Sinfonia das Águas acontece em 23 de abril. Os ingressos custam a partir de R$15.

São João del-Rei, a 185 quilômetros da capital mineira, tb entrou na onda das serenatas e criou a Sinfonia dos Sinos. Recebeu este nome porque o toque dos sinos da cidade foi tombado como patrimônio nacional e material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Por isso, as apresentações terão início com badaladas de todos os sinos da cidade”, afirma o secretário de Cultura e Turismo de São João del-Rei, Ralph Justino. Segundo ele, o pensamento é transformar a cidade em um grande atrativo mundial. “Queremos receber o título de cidade criativa da música, dado pela Unesco. A única que detém essa condecoração é Veneza”, sonha Ralph.

A música não é uma novidade na cidade, lá há duas orquestras bicentenárias. Para o evento, foi contratado
o maestro Irineu Alex Souza Domingues, um dos criadores da Vesperata. “Fiquei muito feliz com o convite e também muito emocionado com a maneira de como a cidade abraçou o evento”, diz.
A estréia está marcada para o dia 5 de junho.

Calendário

Vesperata
24 de abril
22 e 29 de maio
12 e 26 de junho
3 de julho
7 e 28 de agosto
4 e 25 de setembro
16 e 23 de outubro

Sinfonia dos Sinos
5 de junho
10 de julho
07 de agosto
11 de setembro
16 de outubro

Sinfonia das Águas
23 e 24 de abril
4 e 5 de junho
23 e 24 de julho
4, 5 e 6 de setembro
9 e 10 de outubro
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