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By Ferramentas Blog

domingo, 30 de maio de 2010

24 maio - Dia Nacional do Café

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No dia 24 de maio é comemorado o Dia Nacional do Café.

Revista Cafeicultura



23/05/2010 11:16
24 de Maio Dia Nacional do Café

Todo dia é dia de café, como comprova o fato de 97% dos brasileiros acima dos 15 anos consumirem ao menos uma xícara diariamente. Só isso já poderia ser considerado uma homenagem e tanto a essa bebida. Mas desde 2005, quando a data 24 de Maio foi incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos como Dia Nacional do Café, a comemoração ganhou outra dimensão, passando a ser festejada por industriais, produtores, exportadores, cooperativas, varejo, cafeterias e por todos os apaixonados por café.

A sugestão de se criar o Dia Nacional do Café foi feita pela ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café com o objetivo de promover, valorizar e manter viva, junto aos consumidores, a importância histórica deste produto que é cultivado há 283 anos em terras brasileiras, desde que as primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa para Belém, no Pará, por Francisco Melo Palheta, em 1727.

Ao resgatar a história, a ABIC também pretende mostrar a razão dessa bebida mundialmente milenar se manter tão moderna e atual.

Por isso, a cada ano, a entidade elege um tema, e desta vez a inspiração é a Copa do Mundo. Tendo como mote a frase \"Café: energia e paixão como o futebol\", a entidade une dois ícones dos brasileiros e promove duas atitudes saudáveis: os benefícios da prática de esporte e do consumo do cafezinho, puro ou com leite, para a saúde de todas as pessoas.

Pesquisas mostram que o consumo diário e moderado de café (de três a quatro xícaras ao longo do dia), é benéfico ao cérebro, estimula o prazer, melhora o intelecto, estimula a memória e a atenção e ajuda no combate de diversas doenças. Muita gente desconhece, mas o café é a bebida mais saudável para atletas, por exemplo.

Tomar café é um hábito prazeroso, social, que agrega as pessoas, aquece e dá energia. No trabalho e nas reuniões de negócios, a pausa para o café torna todos mais produtivos e alertas. E pode se transformar em um momento de relaxamento na rotina diária, quando se aproveita alguns instantes para saborear a bebida em uma cafeteria, só ou com amigos. a atividade intelectual.

O café não é remédio, mas a comunidade médico-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso por que o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos.

Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado/coado consumido nos lares, os cafés \'espressos\', cappuccinos e outras combinações com leite.

O consumo per capita brasileiro se aproxima ao da Alemanha (5,86 kg/hab.ano) e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

No Compasso das Serenatas

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Terça-feira, 20 de abril de 2010 - Jornal Estado de Minas
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Em mesas distribuídas pela Rua da Quitanda, em Diamantina, público se encanta com performance dos músicos
Foto: Marcelo Sant'anna/EM/DAPress
Nas sacadas


Romantismo invade cidades mineiras com apresentações baseadas em tradições musicais. Depois de Diamantina, Serro e Poços de Caldas, São João del-Rei estreia no cenário das serestas

João Henrique do Vale
“Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria, como poderei viver, como poderei viver, sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia…”

A música de autor desconhecido que foi gravada, entre outros, por Milton Nascimento, era uma das preferidas pelo ex-presidente diamantinense Juscelino Kubitschek e até hoje faz parte dos repertórios das serenatas mineiras. As músicas que encantavam as antigas donzelas, que ficavam em suas janelas ouvindo a cantoria de homens apaixonados, ainda mexem com os corações do público. Basta conferir a frequência de apresentações em cidades mineiras como Diamantina, Serro, Poços de Caldas e agora São João del-Rei, que têm nas serenatas sua maior inspiração.

Nas sacadas dos casarões antigos da Rua da Quitanda, na cidade de
Diamantina, a 292 quilômetros de Belo Horizonte, um espetáculo musical diferente, a Vesperata, comemora 12 anos. Em 2010 já foram duas apresentações que encantaram a todos – segundo os organizadores, cerca de 2 mil pessoas presenciaram os shows. “Este ano, a novidade fica por conta da troca do maestro e do repertório. Que, como vimos na primeira apresentação, teve aprovação do público”, conta Kátia Aparecida Mota Cordeiro, coordenadora da Banda Mirim, que participa do espetáculo, e também da Orquestra Sinfônica Jovem.

O maestro agora é o major Edson Soares de Oliveira, de 58 anos. Mesmo sendo a sua primeira regência na Vesperata, ele já é experiente. Regeu por cinco anos a Banda do Batalhão, mas mesmo assim o frio na barriga é inevitável. “Nas primeiras apresentações você fica um pouco nervoso, mas a participação do público me ajudou e fez com que o show ficasse muito bonito”, conta Edson. Para as próximas apresentações algumas mudanças estão previstas para melhorar ainda mais a participação do público.
A próxima apresentação está prevista para 24 de abril. A mesa para quatro pessoas custa R$ 60.

Bem pertinho dali, na cidade
do Serro, a 326 quilômetros de Belo Horizonte, o evento musical fica por conta da Bolerata. Realizada nas escadarias da Igreja de Santa Rita, ela segue o estilo da Vesperata de Diamantina, o que difere é o repertório. “É tudo parecido, só que aqui nós tocamos apenas bolero e no fim de cada apresentação temos shows de MPB”, conta o tesoureiro da Associação Serrana de Turismo, que organiza a Bolerata, Rogério Mota Pereira. As apresentações deste ano devem acontecer no segundo semestre.

Na cidade de Poços de Caldas, a 460 km de Belo Horizonte, o show fica por conta da Sinfonia das Águas. Sua primeira apresentação foi em 2006 e teve também como inspiração a Vesperata de Diamantina, mas seu espetáculo é diferente. "Não fazemos apenas apresentações musicais, temos encenações e danças", conta o criador da Sinfonia das Águas, maestro Agenor Ribeiro Neto. Para ele, o evento está cumprindo o seu papel de atrair o turista para a cidade. Desde a primeira apresentação, mais de 120 mil pessoas já assistiram ao espetáculo. "Nossa cidade está ficando lotada e os hotéis todos ocupados. Isso é muito gratificante para nós", afirma Agenor.
A próxima apresentação da Sinfonia das Águas acontece em 23 de abril. Os ingressos custam a partir de R$15.

São João del-Rei, a 185 quilômetros da capital mineira, tb entrou na onda das serenatas e criou a Sinfonia dos Sinos. Recebeu este nome porque o toque dos sinos da cidade foi tombado como patrimônio nacional e material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Por isso, as apresentações terão início com badaladas de todos os sinos da cidade”, afirma o secretário de Cultura e Turismo de São João del-Rei, Ralph Justino. Segundo ele, o pensamento é transformar a cidade em um grande atrativo mundial. “Queremos receber o título de cidade criativa da música, dado pela Unesco. A única que detém essa condecoração é Veneza”, sonha Ralph.

A música não é uma novidade na cidade, lá há duas orquestras bicentenárias. Para o evento, foi contratado
o maestro Irineu Alex Souza Domingues, um dos criadores da Vesperata. “Fiquei muito feliz com o convite e também muito emocionado com a maneira de como a cidade abraçou o evento”, diz.
A estréia está marcada para o dia 5 de junho.

Calendário

Vesperata
24 de abril
22 e 29 de maio
12 e 26 de junho
3 de julho
7 e 28 de agosto
4 e 25 de setembro
16 e 23 de outubro

Sinfonia dos Sinos
5 de junho
10 de julho
07 de agosto
11 de setembro
16 de outubro

Sinfonia das Águas
23 e 24 de abril
4 e 5 de junho
23 e 24 de julho
4, 5 e 6 de setembro
9 e 10 de outubro
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

6ª Cavalgada da Inconfidência

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19 abril 2010

Em homenagem ao mártir

Cavaleiros e amazonas prestam seus respeitos a Tiradentes em momento de emoção durante a 6ª Cavalgada da Inconfidência, que leva o fogo simbólico de Carrancas a Ouro Preto

Foto de Cláudio Xavier

Entre Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco participantes passam por locais que viram desenrolar fatos importantes da história mineira, numa grande aventura cívica



Em maio de 1792, oficiais da Coroa Portuguesa pararam diante de uma grande gameleira situada no leito da Estrada Real, num local chamado Varginha do Lourenço, próximo de onde hoje se situa o limite dos municípios de Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, e ali deixaram uma parte do corpo esquartejado de Tiradentes, bem perto de uma estalagem onde os inconfidentes se encontravam para conspirar. Era um recado claro: qualquer tentativa dos brasileiros de se livrar do domínio português seria punida de forma bruta e impiedosa.

Ontem, em frente à gameleira, onde há um monumento com escultura, que lembra esta passagem da história do Brasil e de Minas Gerais, mais de 100 cavaleiros e amazonas participantes da 6ª Cavalgada da Inconfidência Mineira na Estrada Real se reuniram para homenagear o mártir da conspiração. Mesmo demonstrando o cansaço resultante de uma jornada que começou segunda-feira, em Carrancas, todos se emocionaram ao ouvir o Hino Nacional e os pronunciamentos que ressaltavam os ideais da Inconfidência.

Entre os presentes, na primeira fila dos cavaleiros, segurando o chapéu com uma mão e as rédeas com a outra, estava o aposentado Geraldo Magela, de 72 anos, que participa da cavalgada pelo segundo ano consecutivo e, diferentemente de outros ginetes que preferem fazer apenas parte do percurso, vai percorrer todos os 285 quilômetros que separam Carrancas de Ouro Preto. "Só há uma palavra para explicar o que sinto, é emoção", disse Geraldo, enquanto acariciava as crinas do cavalo Palafrém, um animal de sete anos, que ele cria com todo o carinho e que se torna seu companheiro de aventuras na época da cavalgada. "É meu único animal", concluiu, orgulhoso.

Assim como Geraldo, mais de 500 cavaleiros têm se revezado nesta aventura cívica que só se encerra dia 21, quando o fogo simbólico da Inconfidência Mineira, trazido desde Carrancas, for entregue ao governador Antonio Augusto Anastasia, em Ouro Preto. Será o fim de uma jornada que ocorre desde 2005 e, a cada ano, desperta um interesse cada vez maior e aumenta de importância.

"Em 2011, se tudo correr bem, vamos fazer o percurso completo da Estrada Real, saindo de Paraty, no Rio de Janeiro, e chegando a Ouro Preto", informa Hélio Agostinho Campos, vice-presidente do Clube do Cavalo de Conselheiro Lafaiete e um dos maiores entusiastas da iniciativa. "Estamos criando a Associação dos Clubes de Cavalo da Estrada Real justamente para concretizar essa ideia”, explica.

O sucesso da cavalgada, segundo o major PM José César de Paula, se deve ao fato de a região de Conselheiro Lafaiete ser um berço de criação de cavalos da raça campolina no país e ao forte senso de civismo da população local. Um dos organizadores do evento e sócio do Clube do Cavalo de Lafaiete, o militar trocou a folga no fim de semana pela cavalgada e, a todo momento, orientava e incentivava os participantes. “Por causa do trabalho, não posso fazer todo o trajeto, mas não tenho como abrir mão de participar desse evento, que mistura civismo, cultura e turismo.”

O major lembrou que a Cavalgada da Inconfidência surgiu depois que a cerimônia de transporte do fogo simbólico, que era feita por integrantes da Polícia Militar, que percorriam a pé um trecho da Estrada Real, foi extinta pelo governo do Estado, como forma de conter custos, em 2004. “Fizemos a primeira em 2005 e, de lá para cá, o esforço conjunto para viabilizar a cavalgada só tem aumentado. As prefeituras, os clubes de cavalo dos municípios por onde passamos, o governo de Minas e a Polícia Militar, que nos dá todo o apoio logístico, todos se unem e o resultado aí está.”

sábado, 18 de julho de 2009

Música no Museu

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18/07/2009

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Música no Museu é a versão brasileira do que acontece nos museus de maior expressão no mundo: Metropolitan, MoMA, Guggenhein (Nova Iorque), Louvre, Picasso, Montmartre (Paris), Gulbenkian (Lisboa), Prado (Madrid) etc. que, a par de suas atividades principais nas artes plásticas, dedicam amplos espaços à música como elo entre as artes plásticas e os seus próprios cenários trazendo-lhes um ganho considerável na sua densidade cultural.
Em final de julho, volta a Minas Gerais com um circuito histórico,
promovendo concertos gratuitos em São João Del Rei, Juiz de Fora, Barbacena, Tiradentes, Ouro Preto, Diamantina e Belo Horizonte, que contarão com o Duo Milewsky - Violino e Piano e o Quadro Antiquo - Viola da Gamba, Flauta Doce, Violão e Canto.
Nome do Evento: Música no Museu
Onde: Barbacena, Belo Horizonte, Diamantina, Juiz de Fora, Ouro Preto, São João Del Rei e Tiradentes - MG
Data Inicial:18/07/2009
Data Final: 30/07/2009


terça-feira, 19 de maio de 2009

5000 visitantes e mais de 7000 acessos!

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Hoje estou super feliz: já são 5000 visitantes e mais de 7000 acessos ao blog MinasTrain!!!

Obrigada a todos que visitam o blog!

Dei
xem seus comentários, é importante saber a opinião de vocês, e receber recados, é valiosa a contribuição de todos!

Beijos,
Maria Valéria.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Museu do Oratório reabre e inicia Série de Concertos 2009

O único museu dedicado aos oratórios no mundo abre suas portas após um curto período fechado para obras de manutenção. O Museu do Oratório, situado em Ouro Preto/MG volta a funcionar em abril e inicia o mês de maio com a abertura da Série de Concertos 2009. A primeira apresentação é neste sábado, dia 2 de maio, às 18h30, com a apresentação de Marta Castello Branco (flauta) e Frederico Herrmann (violão).

O Museu do Oratório fica no Adro do Carmo, 28 -Centro - Ouro Preto/MG
Evento: Museu do Oratório reabre e inicia Série de Concertos 2009
Data Inicial: 02/05/2009
Hora Inicial: 18:30
Entrada: R$10,00

sexta-feira, 13 de março de 2009

TAVITO lança o CD "TUDO" - Canções que a gente quer ouvir

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Seção: Música - Terça, 10/03/2009, 06:00
Depois de ficar 25 anos sem lançar disco, Tavito, autor de Casa no Campo e Rua Ramalhete, está de volta com o CD Tudo, com antigos sucessos e novas parcerias

Eduardo Tristão Girão - EM Cultura


O cantor e compositor belo-horizontino Tavito tinha tudo para continuar na penumbra artística. Fora de Minas desde 1968, despontou ao lado de Milton Nascimento com o grupo Som Imaginário e tornou-se bem-sucedido criador publicitário, sua principal atividade até hoje. Seu último trabalho, Simpatia, um compacto lançado pela CBS em 1984, fracassou nas vendas, bem como seus dois discos anteriores. Shows também minguaram. Finalmente, parou de se apresentar, abalado pela morte do irmão, em 1991. Mas o destino não quis que fosse assim. Há seis anos, retornou aos palcos durante participação num show de Affonsinho na capital mineira e flagrou lágrimas de emoção na plateia. Resolveu voltar ao estúdio – desta vez para ser gravado – e acaba de lançar Tudo, seu primeiro disco em 25 anos.


Foto: Roberto Soares Gomes/Divulgação


“Estou ficando velho, mas meu espírito é muito jovem. Não me sinto com a idade que tenho, sou lépido. Por estar habituado a ser jovem, me esqueci de como eu era quando jovem. Fiz uma catarse, uma leitura de mim mesmo, e descobri uma coisa muito interessante. Muita gente chama de evolução uma coisa que não é evolução. Fico pensando, musicalmente, no que foi que eu evoluí. Na realidade, meus conceitos são os mesmos. O produto que vendo agora é o mesmo de 1979. Prega as mesmas coisas, o amor sempre absoluto e irrestrito. Basta prestar atenção às letras. Também prega o saudosi
smo, pois já era saudosista naquela época. Não mudei nada”, garante.


Tudo é composto por 14 faixas, sendo a maioria inédita. O álbum começa com 1969 (O beijo do tempo), canção que expõe o espírito saudosista de Tavito com referências musicais a Purple haze (Jimi Hendrix) e My sweet lord (George Harrison), colorindo versos como “Havia, eu sei, uma fumaça a nos fazer sonhar/ Havia a lei: a gente era livre para se amar/ Havia luz pois era tempo de iluminar”. A música foi escrita com Gilvandro Filho, um dos muitos parceiros que assinam novas faixas no disco. Com Luiz Carlos Sá fez O dia em que nasceu o nosso amor e A grande sorte; Alexandre Lemos divide com ele Embora e a faixa-título; e o novo parceiro Rocknaldo marca presença em Uma banda em Sampa e Um certo filme.


. 1969 (
O beijo do tempo)
Tavito - 1969 (O Beijo do Tempo)




Ney Azambuja, co-autor de Rua Ramalhete (última do disco, em versão “reloaded”), um dos maiores sucessos de Tavito, ressurge na também inédita O primeiro sinal, além da regravação de Aquele beijo. “Todas as músicas foram feitas a partir de 1992, à exceção de Rua Ramalhete e Aquele beijo, que fiz para minha mulher, Celina, que está comigo há quase 30 anos. Fiz um arranjo para o Roupa Nova, mas resolvi gravá-la da maneira como eu a toco no meu show”, explica. Do amigo e parceiro Zé Rodrix gravou o sucesso Hoje ainda é dia de rock. “Fiz músicas com ele, mas acabaram não entrando no disco. As fronteiras do amor é uma balada linda e triste, mas ficou de fora, pois eu queria um disco animado, alegre. Amor e foguetes é outra”, conta.


. O dia em que nasceu o nosso amor
Tavito/Luiz Carlos Sá - O Dia em que Nasceu o Nosso Amor



Sumiço

E por que, afinal, o artista demorou tanto tempo para lançar um disco novo? “Não ia mais gravar. Arrumei outro veio na vida, o da propaganda. Resolvi fazer esse disco a partir daquele show em Belo Horizonte. Vi a água correndo na cara das pessoas e senti que precisava reavaliar o poder das coisas que eu fazia. Era uma força que
eu sabia que tinha há muito tempo, mas não agora. Estava totalmente sumido da mídia. Nesse período fiz músicas que tocaram em novela, mas ninguém sabia”, lembra. Sem vínculos com gravadoras, começou a trabalhar no novo projeto aos poucos. Partiu de um universo de 50 novas canções.


. Embora

Tavito/Alexandre Lemos - Embora



Mesmo tanto tempo longe dos holofotes, Tavito garante não ter parado de compor. “Quando eu não gravo, alguém me grava. Só sei escrever e fazer música”, diz. As vendagens insatisfatórias de seus discos, lançados entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980, é claro, contribuíram para que o artista sumisse: “Nessa época, estava muito perdido. Não queria ficar na publicidade, mas não queria que as coisas fossem como eram. A CBS não me deu a atenção que eu achava que deveria ter. Hoje nem acho mais isso. Penso completamente diferente. Mas na época me desencantei e resolvi dar uma parada”. Tavito conta que, desde a morte do irmão, ficou 12 anos sem tocar violão, “só compondo e mexendo com teclado e estúdio”, lembra. “Antigamente, eu tinha proposta de instrumentista que hoje não tenho mais. Hoje, toco o que sei tocar e acho legal assim. Antigamente, algumas revistas diziam que eu era o melhor violonista do Brasil. Mentira. Tocava violão de 12 cordas e tive notoriedade porque fui dos poucos, na década de 1970, que tocava esse instrumento. Só havia eu para ser chamado para as gravações. Mas naquela época do Som Imaginário, do Clube da Esquina, era meio craque, tocava razoavelmente bem”, diverte-se.

Na estrada


Apesar de se dizer musicalmente o mesmo, o artista não tem dúvida de que o novo álbum inaugura nova fase em sua carreira. Para divulgar o trabalho, já programou shows de lançamento em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que provavelmente serão realizados mês que vem. “Estou com saudades da estrada.
Tenho feito shows em São Paulo, Brasília, Recife, Fortaleza. Apresento-me sozinho ou com Zé Rodrix. O show que faço com ele é muito bacana. Ele é meu parceiro em Casa no Campo. Tem muitas histórias, piadas, conversas”. As sobras de estúdio, adianta, deverão dar origem ao seu próximo disco. “Gosto muito de compor. Aliás, é a única coisa que sei fazer. Sou um cara novo, penso novo”, conclui.

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Música no Podcast:
''Tudo", de Tavito e Alexandre Lemos. Gravação no CD 'TUDO'', de Tavito. 2008, Independente.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher! 08 de março

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Presente de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize!

Oito de Março - Parceria de Tavito, Etel Frota e Felipe Cerquize em homenagem à mulher, no seu dia internacional.
Parabéns a todas!
Felipe

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OITO DE MARÇO


Música: Tavito
Letra: Etel Frota e Felipe Cerquize


Nem mulheres de Atenas
Nem mulheres de antenas
Atentas mulheres
Apenas


Incisivas ou amenas
Mulatas, louras, morenas
Abstêmias, obscenas
Sempre valerão a pena


Introspectas ou faceiras
Recatadas ou rameiras
Arteiras mulheres
Inteiras


Amuadas, tagarelas
Redondiças ou magrelas

São leoas, são gazelas
Brancas, pretas, amarelas
Peço apenas que me deixem
Viver entre elas.


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História do 8 de março

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No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

Mas, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Objetivo da Data

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Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
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Parabéns a todas as mulheres!
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Após restauração, órgão volta para igreja em Tiradentes

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Sexta-feira 06 de fevereiro de 2009 07:13


Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

A coordenadora do projeto, Elisa Freixo, ao lado do restaurador alemão Gerhard Grenzing: empenho para despertar um pedaço da história de Tiradentes e do Brasil que estava adormecido e agora poderá voltar a ser admirado por moradores como dona Lena (ao lado)



Tiradentes – Com o silêncio típico da apreensão, o olhar aguçado da curiosidade e o coração no tom maior da alegria, ela sobe, lentamente, os degraus de madeira que levam ao coro da Matriz de Santo Antônio, na histórica cidade da Região dos Campos das Vertentes, a 210 quilômetros de Belo Horizonte. Segundos depois, diante do deslumbrante órgão musical da igreja, Maria Madalena Lopes Silva, a dona Lena, de 80 anos, nascida e criada em Tiradentes, não conseguiu mais conter a emoção. Levou as mãos ao peito, passou os dedos pelo rosto e acalmou os braços, para, em seguida, dedilhar o teclado, como fazia na juventude, acompanhando missas, coroações de Nossa Senhora e outras cerimônias religiosas. “Parece que estou fazendo uma volta ao passado, num retorno de 50 anos. Que bom ele estar perfeito!”, disse dona Lena, diante do instrumento que estava parado – e calado – desde 2000 e será reinaugurado amanhã, às 19h, com uma grande festa que vai até domingo.


Dona de um sorriso simpático, a moradora de Tiradentes é o retrato sem retoques da comunidade local e dos admiradores desse patrimônio sonoro construído em Portugal em 1785 e trazido há 230 anos para o Brasil, onde passou a enriquecer a cultura de Minas. Segundo ela, valeu a pena esperar 20 meses, a partir de abril de 2007, para ver restaurados a caixa em estilo rococó e o maquinário, composto por oito fileiras de tubos, com 632 flautas feitas de uma liga de estanho e chumbo, um teclado, dois foles com cerca de 1,20m de diâmetro cada um (aberto) e duas alavancas. Entusiasmada, a organista Elisa Freixo, da Catedral da Sé de Mariana e coordenadora de todo o projeto musicológico, brinca dizendo que até comprou “roupa nova” para o primeiro concerto, a cargo do organista espanhol Andrés Cea e repertório com obras de Johann Sebastian Bach, Joan Cabanilles e Carlos Seixas.


Ouvindo dona Lena tocar a música religiosa Tamtum Ergo Sacramentum, Elisa ainda encontrou tempo, em meio a todo o frenesi que antecede a inauguração, para encantar, com a delicadeza de uma peça do compositor Joseph de Torres (1661-1727), alguns moradores e visitantes que estavam na igreja na tarde de quinta-feira. “Minas e Bahia são os estados com maior número de órgãos musicais do século 18 preservados. No país, os de Mariana e Tiradentes são os primeiros a serem restaurados. Está em curso ainda a recuperação dos de Diamantina e de São João del-Rei”, disse Elisa, certa de que a entrega à comunidade vai representar um novo tempo cultural em Tiradentes. Vindo de Barcelona, Espanha, o mestre organeiro responsável pelo restauro, o alemão Gerhard Grenzing, mostrou sensibilidade, comparando o instrumento a “um vinho sublime e muito bom, com a cor de um quadro de Ticiano”, numa referência ao pintor renascentista. Perto do instrumento, sussurou: “Ele estava dormindo e tivemos da acordá-lo”.


“Todas as sextas-feiras, às 20h30, vamos fazer concertos na Matriz de Santo Antônio. E, ao mesmo tempo, teremos uma programação especial e gratuita para as escolas da região”, disse Elisa, que, nas apresentações, terá a companhia do organista Kenny Simões.


Retomada musical
O sinal mais evidente dessa retomada musical em Tiradentes está na formação do coro VivAvoz, composto por 18 pessoas da cidade, sob regência de Willsterman Sottani, que já trabalha com o Ars Nova da UFMG. “O órgão musical estava fazendo muita falta, pois representa 50% de uma cerimônia. Ele faz vibrar a alma, é fonte de vida da liturgia”, define o pároco da Matriz de Santo Antônio, padre Ademir Logatti, que vai celebrar a missa de amanhã e abençoar o instrumento, tombado desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Entre os participantes do VivAvoz, é grande a expectativa. “Estou emocionado e honrado, pois este instrumento tem um som maravilhoso. Há um sentimento de prazer e orgulho”, revelou Willer Silveira, de 21, regente da Orquestra Ramalho, existente na cidade há 149 anos. A secretária Tânia Mara Firmino, de 42, traz no sangue o gosto musical, pois sua mãe, Terezinha, tocava o instrumento nas cerimônias da Matriz. E Celina Trindade Costa, de 62, não vê a hora de cantar e participar da celebração.


A caixa do instrumento, restaurada em 2007 pela empresa Anima, foi construída a partir de um desenho do entalhador Salvador de Oliveira e teve douramento feito por Manoel Vitor de Jesus. Já o maquinário veio da cidade do Porto, em Portugal, de acordo com pesquisa histórica feita por Olinto Rodrigues dos Santos, do Iphan, que encontrou livros de registros de 1758 mostrando o pagamento a um organista no Santuário da Santíssima Trindade.


Na oficina Grenzing, em Barcelona, todas as peças foram recuperadas obedecendo técnicas usadas há mais de dois séculos, disse Elisa, lembrando que, em agosto, todas retornaram à matriz. Na sequência, vieram os organeiros para montar e afinar o instrumento. A iniciativa do restauro partiu da Paróquia de Santo Antônio e Sociedade dos Amigos de Tiradentes, com apoio do Santa Rosa Bureau Cultural e patrocínio da Petrobras, Banco Itaú, via lei federal de incentivo à cultura, e Usiminas, via lei estadual.
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